Marinha do Brasil encerra o 6o Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais em São Tomé e Príncipe






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NAsH “Soares de Meirelles” é um dos navios equipados com o mamógrafo
Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF
Por Primeiro-Tenente (RM2-T) Luciana Santos de Almeida
Fevereiro é o mês em que se comemora o Dia Nacional da Mamografia (5). Neste ano, a Marinha do Brasil (MB) prevê a realização de 2 mil mamografias para mulheres ribeirinhas na Região Norte. Os atendimentos são o resultado de uma parceria entre a MB e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organização do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Viena, Áustria.
Em 2018, a AIEA doou dois equipamentos de mamografia, que foram instalados nos Navios de Assistência Hospitalar (NAsH) “Soares de Meirelles” e “Carlos Chagas” e estão sendo utilizados em ações anuais de assistência hospitalar. Cada equipamento tem a capacidade de realizar mil exames desse tipo por ano.
Os navios conseguem chegar a áreas de difícil acesso, caso das comunidades ribeirinhas, onde realizam ações de assistência hospitalar em diferentes períodos do ano, possibilitando, assim, o diagnóstico precoce de câncer de mama. Além dos procedimentos de prevenção do câncer de mama, também são realizados atendimentos médicos generalistas e odontológicos.
A doença já atingiu mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo apenas em 2020, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. Em 2021, os navios hospitalares da Marinha realizaram mais de 400 exames em parceria com o Ministério da Saúde.
A dona de casa Marlete, moradora de Breves (PA), reforçou a importância desses procedimentos para a comunidade. “Com os atendimentos médicos do navio a gente consegue ser atendido com mais agilidade”.
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Mamógrafo instalado no NAsH “Soares de Meirelles” pode realizar mil exames por ano
Balanço das ações realizadas no ano passado
Em 2021, os navios da MB realizaram mais de 32,4 mil procedimentos médicos e odontológicos; 252 exames ginecológicos; 416 mamografias e 1.717 exames laboratoriais. Também foram proferidas palestras para conscientização a respeito da prevenção e da importância do diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade.
O Capitão de Mar e Guerra Marcelo Nascimento Ribeiro da Silva, Comandante da Flotilha do Amazonas, reforça a importância das ações na luta contra o câncer. “A utilização dos mamógrafos durante as ações de Assistência Hospitalar dos ‘Navios da Esperança’ - como são conhecidos os NasH - permite que possamos levar atenção à saúde das mulheres de comunidades ribeirinhas da Amazônia, diminuindo os impactos nos indicadores da doença”.
O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, explica que para combater o câncer “é absolutamente necessário aumentar o acesso ao rastreio e a outros serviços preventivos de saúde”. Ele afirmou que a parceria com a MB possibilita levar chances de prevenção a moradores de lugares de difícil acesso como os rios da Amazônia. “Esta parceria única torna possível levar a áreas remotas do Brasil exames eficientes de detecção do câncer, o que é muito gratificante para todos que participam desses projetos”, disse.
AIEA - Dean Calma

Diretor da AIEA, Rafael Grossi
Parceria MB e AIEA
A doação dos mamógrafos é uma das frentes da parceria entre a MB e AIEA. O Practical Arrangement - documento assinado entre as duas instituições - objetiva desenvolver projetos em aplicações nucleares focados em promover capacitação e treinamento em áreas como monitoramento ambiental e aplicações industriais. A partir dessa formalização, outras ações de parceria puderam ser firmadas, como a doação dos dois mamógrafos e de dois kits para análise de RT-PCR, que serão instalados em Manaus (AM) e Ladário (MS), em Organizações Militares da MB, para análises de testes para COVID-19 e outras doenças.
De acordo com o Capitão de Mar Guerra (EN) Ricardo Koji Yamamoto, oficial de ligação da MB com a AIEA, a parceria envolve, também, o monitoramento ambiental da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e a instalação de equipamentos de coleta no Navio Polar “Almirante Maximiano” para análise das águas oceânicas e da região antártica com monitoramento de radionuclídeos e parâmetros ambientais.
“Destaca-se, também, na parceria, o projeto de capacitação em tratamento através de células-tronco para recuperação de radioacidentados no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Receberemos equipamentos para coleta e análise da água do mar e ar atmosférico para a EACF. A contrapartida da Marinha é fornecer espaços para a instalação de equipamentos necessários para esses projetos e fornecer os dados ostensivos gerados”, complementou.
Além disso, houve expressivo aumento na participação da MB em diversos eventos oficiais da AIEA, a partir da criação da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, em 2016. Os cursos, treinamentos e workshops possibilitam um incremento no conhecimento técnico nesta área.
Podcast
Sobre o tema Assistência Hospitalar, o Diretor-Executivo do Instituto do Coração de São Paulo, Doutor Fábio Kawamura, conversou com a Rádio Marinha. Ele compartilhou a sua experiência como médico nas ações de Assistência Hospitalar às populações ribeirinhas, no período em que serviu na Marinha.
Acesse o link e saiba mais.
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Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF
O setor portuário brasileiro, formado pelos portos públicos e terminais privados, movimentou 1,210 bilhão de toneladas de carga em 2021. O número representou um crescimento de 4,8% em relação a 2020, de acordo com o levantamento divulgado no início deste mês pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
A ANTAQ divulgou também a expectativa de movimentação portuária para os próximos anos. Para 2022, estudos apontam que a movimentação alcançará 1,239 bilhão de toneladas, um crescimento de 2,4% em relação a 2021. Pelos próximos quatro anos, a agência prevê a manutenção de alta na movimentação portuária. Em 2026, a expectativa é que o setor portuário nacional movimente 1,402 bilhão de toneladas contra 1,360 bilhão de toneladas em 2025.
Em consonância com o volume do comércio marítimo e com a Organização Marítima Internacional (IMO), a Marinha do Brasil, Autoridade Marítima Brasileira (AMB), vem contribuindo para a implementação de uma estratégia relacionada ao e-Navigation no País o conceito disseminado pela IMO para tornar a navegação mais segura, eficiente e sustentável.
e-Navigation
O e-Navigation (Navegação Aprimorada) é um conceito que contempla ampla gama de sistemas e serviços de informação integrados e harmonizados, relacionados aos serviços marítimos e portuários, que permitirão a otimização do comércio marítimo, o aprimoramento da consciência situacional marítima e uma maior agilidade no processo de tomada de decisão pelas Autoridades Marítimas, Portuárias e demais entes envolvidos no comércio marítimo. No mundo, o percentual do volume do comércio internacional de mercadorias que é transportado por via marítima é de 80%. No Brasil, representa mais de 95% do nosso comércio exterior.
A implementação do e-Navigation impactará, mundialmente, diversos setores que exercem suas atividades no ambiente marítimo, em águas interiores e em seus respectivos portos. Da mesma forma que aeronaves e aeroportos se comunicam com rapidez e segurança, a implantação do e-Navigation permitirá a ampliação dessas capacidades para navios e portos.
O conceito baseia-se na harmonização dos sistemas de navegação e dos serviços de apoio em terra com o propósito de redução de erros, tornando a navegação nas áreas marítimas e nas vias navegáveis interiores mais confiável e mais simples.
No âmbito da AMB, a Diretoria-Geral de Navegação é responsável por acompanhar as iniciativas referentes ao e-Navigation. A implementação do conceito no País demandará o envolvimento de diversos ministérios e órgãos afetos ao assunto, centrada nas necessidades dos usuários da navegação marítima, buscando a eficiente transferência de informações e dados marítimos entre todos os usuários: navio/navio, navio/porto, porto/navio e porto/porto.
Para o Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, a implementação do e-Navigation é de relevante importância para o desenvolvimento da Economia do Mar e do Poder Marítimo. “O conceito contribui para o crescimento do País e para a redução do custo Brasil. Além disso, em um país dotado de ricas características marítimas e fluviais, como o Brasil, o e-Navigation trará um olhar para diversas oportunidades, provenientes do uso de equipamentos, meios de comunicação e aumento de tráfego de dados, gerando um verdadeiro portfólio de informações e serviços”, afirmou.
As áreas de atuação dos serviços relacionados ao e-Navigation subdividem-se em áreas portuárias e de aproximação aos portos; áreas costeiras ou restritas; mar e áreas abertas; áreas polares; e áreas com empreendimentos offshore.
Na área portuária, os usuários dos portos e terminais serão beneficiados pela implantação das ferramentas do e-Navigation no Brasil, na medida em que elas se integrem a ferramentas de gestão portuária e de Port Community System, sistema que praticamente centraliza todas as informações dos complexos portuários, acessível aos órgãos públicos e atores privados do setor marítimo. Com sua implementação, toda a cadeia produtiva da atividade marítima portuária, incluindo as administrações portuárias, compartilhará os ganhos de segurança e troca de informações disponibilizados pelas soluções.
Na área econômica, por sua vez, abrem-se perspectivas para a comercialização de produtos e serviços desenvolvidos especificamente para atender ao conceito e-Navigation, sendo uma relevante oportunidade para a Base Industrial Brasileira.
Neste contexto, a Marinha do Brasil aprovou uma estratégia de implementação do e-Navigation inicialmente dividida nos eixos norteadores de Ciência, Tecnologia e Inovação; Tecnologia da Informação e Comunicações; Desenvolvimento Econômico; Segurança; Proteção; Capacitação do Ensino Profissional Marítimo (EPM); e adequação e qualificação do Sistema de Ensino Naval.
Certamente, o desenvolvimento e a implementação do conceito serão extremamente importantes para o aprimoramento do transporte marítimo, gerando benefícios como maior eficiência, segurança para o setor e prevenção da poluição hídrica.

















Militares da Marinha desobstruíram a Avenida Portugal, em Petrópolis
Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
Marinha conclui desobstrução de via pública em Petrópolis
Dentre as diferentes atividades que a Marinha do Brasil, em proveito do Comando do Comando Conjunto Leste, realiza desde o dia 16 de fevereiro na cidade de Petrópolis. Há também os apoios realizados por um destacamento do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais, que viabilizam a remoção de obstáculos e desobstrução de vias afetadas pelas fortes chuvas ocorridas na última terça-feira (15).
O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais-Petrópolis concluiu, ontem (22), a retirada da terra trazida pelos deslizamentos de rochas, lama, postes e árvores que obstruíam a Avenida Portugal, importante avenida que liga a área central da cidade à região do Quitandinha. Para a realização dessa ação, de acordo com o Segundo-Tenente (FN) Pixinine, Comandante do Pelotão responsável por desobstruir a via, "foram empregados diversos equipamentos especializados de engenharia, incluindo retroescavadeiras, pás carregadeiras, motoserras, além de pás, enxadas e diversos caminhões basculantes".

Situação da Avenida Portugal antes da desobstrução

Avenida Portugal após a desobstrução
O morador da região, Rômulo Brand, conta que no dia da chuva acompanhou toda a queda da lama pela janela de sua casa. Ele informou "que essa rua costumava engarrafar em dias de chuva, (a lama) arrastou carros, havia pessoas dentro". Os carros foram retirados com a ajuda da Defesa Civil. A Marinha desobstruiu a avenida. O trabalho que foi feito pelas Forças Armadas foi excelente".
Também ontem, a senhora Gloria Schmidt agradeceu, por meio de seu instagram, o apoio prestado pela MB na região. “Hoje (22), por conta de uma emergência médica, recorri ao Hospital de Campanha da Marinha, instalado no SESI. O que presenciei me causou bastante orgulho. Tudo muitíssimo organizado e, além de profissionais preparados, observei um carinho muito especial para com as pessoas”.
O Hospital de Campanha da Marinha já realizou 760 atendimentos. Estão atuando na cidade 345 militares e 51 meios da MB.












Alunos em aula prática de navegação



Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF
Primeiro-Tenente (RM2-T) Camila Marques de Almeida
No ano em que se comemora o 40º aniversário do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), a Marinha do Brasil (MB) retomou os projetos de pesquisa na Antártica, após um ano de interrupção devido à pandemia da Covid-19. O Programa é uma importante iniciativa voltada para o desenvolvimento de estudos científicos nacionais realizados no continente gelado e foi criado no ano de 1982, em conformidade com os compromissos internacionais assumidos na adesão ao Tratado Antártico, um acordo de cooperação entre países interessados na região.
De acordo com o Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, Contra-Almirante Marco Antônio Linhares Soares, a Antártica é um laboratório à disposição da pesquisa em colaboração com os demais países que aderiram a essa missão. “Assinamos o Tratado para fazer muita pesquisa de qualidade e isso já vem sendo feito ao longo desses 40 anos com a participação de inúmeras instituições de pesquisas e universidades”.
A presença no continente branco é estratégica por motivos geopolíticos, científicos e ambientais. Cerca de 20 pesquisas estão sendo realizadas atualmente nas áreas de ciências da vida, ciências atmosféricas, ciências do mar e ciências da terra.
Um exemplo de avanço nas pesquisas foi a evolução da carta náutica utilizada no próprio trajeto até a Antártica, dando mais segurança aos navios, suas tripulações e aos cientistas que embarcam nos navios. “Nós tivemos um ganho muito grande com a previsão numérica que utilizamos na travessia do Drake, que é um estreito de mar muito difícil para a navegação. Poucas áreas da região eram cartografadas, mas foram feitas inúmeras cartas náuticas utilizando os equipamentos em ambientes diferentes e com isso houve um ganho muito grande”, disse o Contra-Almirante Linhares.
Assista ao vídeo de divulgação dos 40 anos do PROANTAR

Pesquisadores transportados por militares da Marinha na Antártica
O primeiro coordenador científico da Operação Antártica (OPERANTAR), Paulo Eduardo Aguiar Saraiva Câmara, que é biólogo e professor do Departamento de Botânica da Universidade de Brasília, afirma que o Brasil tem um comprometimento sério e definitivo com a região da Antártica. “O continente gelado soma 14 milhões de km2 e as maiores reservas de água doce do mundo. Cerca de 70% estão na Antártica e não na Amazônia, como muitos podem pensar. As maiores reservas de petróleo, de ouro, de diamante também estão lá. O Brasil fala de igual pra igual com as grandes nações do mundo, podemos opinar sobre o uso dessas riquezas, temos o direito a voz e voto. E por que temos isso? Porque fazemos pesquisa. Não adianta o Brasil ir para Antártica sem fazer pesquisa e não adianta a gente querer fazer pesquisa sem o apoio logístico da Marinha”, afirmou o professor Paulo.
Para realizar as operações antárticas, a Marinha coordena um planejamento minucioso, sendo responsável pelo transporte, alimentação, alojamentos, vestimentas especiais e manutenção de equipes na base científica. A OPERANTAR XL teve início no dia 6 de outubro de 2021, com o suspender do Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) “Ary Rongel” e, posteriormente, com o Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano”, que iniciou a sua comissão em 14 de novembro de 2021. O término da operação está previsto para 13 de abril de 2022, com o retorno dos navios para o Rio de Janeiro.

Ampliação de pesquisas
Uma novidade na área de pesquisas para este ano é a destinação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para o PROANTAR e para a base de pesquisa Criosfera 2, que são prioridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O anúncio foi feito na abertura do “III Simpósio do Programa Ciência Antártica MCTI: 40 anos de pesquisa científica do PROANTAR”, realizado neste mês.
Durante o evento, o Ministro do MCTI, Marcos Pontes, declarou que os 40 anos do PROANTAR são um marco a ser comemorado pelo Brasil e pelo planeta. “Temos de ampliar cada vez mais a pesquisa no continente Antártico”. Segundo ele, a prioridade do MCTI é aumentar a pesquisa e a capacidade dos laboratórios na Antártica, com o Criosfera 2, além de ampliar o número de bolsas de pesquisa disponíveis. A liberação de recursos para a ciência pelo FNDCT deve garantir apoio financeiro para a continuidade dos projetos de pesquisa do PROANTAR para os próximos três anos.
Além do MCTI e da Marinha do Brasil, o programa conta, também, com outros membros na Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, entre eles os Ministérios das Relações Exteriores; do Meio Ambiente; da Justiça e Segurança Pública; Defesa; Economia; Infraestrutura; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Educação; Cidadania; Saúde; Minas e Energia; Turismo; Desenvolvimento Regional e Casa Civil. Além desses órgãos, são parceiros do PROANTAR a Força Aérea Brasileira, a Petrobras, a Universidade Federal do Rio Grande, a empresa OI e a Fundação Oswaldo Cruz.
Novo Navio de Apoio Antártico e Aeronaves UH-17
Em outubro de 2021, o Estaleiro Jurong Aracruz/SEMBCORP foi anunciado como a melhor oferta para construir o novo Navio de Apoio Antártico (NApAnt). A construção do navio, que será conduzida pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), proporcionará incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à indústria naval brasileira.
Atualmente, o “Ary Rongel” e o “Almirante Maximiano” contribuem para a pesquisa, transportando pessoal e equipamentos, produzindo cartas náuticas e coletando amostras científicas. O NApAnt potencializará a pesquisa científica e fortalecerá a presença estratégica do Brasil no continente gelado.
Para somar esforços junto aos navios, o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral realizou o primeiro voo na Antártica, em novembro de 2021, com as recém-adquiridas aeronaves UH-17. Os “Águias” 7090 e 7091, orgânicos do NPo “Almirante Maximiano”, foram lançados para permitir a ambientação dos tripulantes nos voos em regiões de clima frio, realizar reconhecimento dos pontos de interesse nas proximidades da Estação Antártica Comandante Ferraz, e qualificação e requalificação de pouso a bordo com o NApOc “Ary Rongel”.
As duas aeronaves são as primeiras de um total de três UH-17, adquiridas junto à Airbus Helicopters, com o objetivo de cooperar e ampliar a capacidade das operações aéreas no PROANTAR.

Aeronave UH-17 amplia a capacidade das operações na Antártica
Estação Antártica Comandante Ferraz
A estrutura da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) foi reinaugurada em 15 de janeiro de 2020 e possui um complexo de mais de 4,5 mil m². Aproximadamente 4 mil integrantes de equipes científicas já passaram pelo PROANTAR.
A estrutura do Brasil está localizada na Península Keller, na Ilha Rei George, no arquipélago das Shetland do Sul. Com um projeto arquitetônico moderno e 17 laboratórios, a EACF está dividida em seis setores e tem um funcionamento sustentável, com o reaproveitamento de água e utilização de energias renováveis. Atualmente, a estação brasileira é considerada umas das mais seguras e modernas da região e, mesmo com a pandemia da Covid-19, a EACF nunca parou. O grupo-base formado por militares da Marinha mantém a Estação funcionado todo o tempo.
Um bom exemplo de experiência é a do Capitão de Corveta (Md) Jarbas de Souza Salmont Júnior, que já participou três vezes da OPERANTAR e realiza atendimentos na área de saúde. “A parceria da Marinha com os pesquisadores é extremamente proveitosa e amigável. Todos os tripulantes da Estação Antártica e das estações vizinhas têm acesso ao atendimento médico na nossa estação. O atendimento é sob livre demanda e nós temos uma enfermaria bem equipada e preparada para estabilizarmos um paciente grave até sua remoção”, exemplificou.

Estação Antártica Comandante Ferraz, a casa do Brasil no continente gelado












Aeronave UH-15 realizou sobrevoo nas áreas atingidas
Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
A Marinha do Brasil (MB) realizou ontem (20), em apoio ao Comando Conjunto Leste, diversas ações na cidade de Petrópolis, com a utilização de cerca de 370 militares, 60 viaturas e uma aeronave UH15. Pela manhã, foi feito o transporte aéreo de um gerador para o Morro do Morin, que estava sem fornecimento de energia e onde ficam instaladas as torres de rádio, televisão e celular. Em outro ponto da cidade, na Paróquia Santo Antônio, no Alto da Serra, militares da Marinha distribuíram medicamentos para atender 200 pessoas que estão abrigadas no local.
O Secretário de Defesa Civil de Petrópolis, Tenente-Coronel Gil Correia Kempers Vieira, destacou a importância do apoio da MB no transporte aéreo de equipes e de equipamentos para as localidades com acesso mais difícil. “É muito importante porque passamos a ter uma visão do todo. Quando estamos em campo podemos observar a ocorrência in loco e passamos a ter uma outra dimensão para fazermos uma avaliação melhor do cenário, a instabilidade do solo em algumas localidades e, a partir dessa observação aérea, redirecionarmos as equipes”.

Aeronave UH-15 transportou gerador para região atingida em Petrópolis
O Hospital de Campanha (HCamp) da Marinha, montado no SESI Petrópolis, realizou ontem, somente até o início da tarde, 120 atendimentos médicos. Nele, são disponibilizados atendimentos odontológicos, de cirurgia geral de baixa complexidade, ortopedia, clínica médica e pediatria.
O Diretor da Unidade Médica Expedicionária da Marinha, Capitão de Fragata Médico Carlos Gustavo Drummond, ressaltou que os atendimentos no HCamp variam dos mais simples aos casos mais complexos e graves. “Hoje, por exemplo, fizemos um atendimento médico a uma idosa que teve uma parada cardiorrespiratória, mas felizmente conseguimos reverter o quadro e ela saiu estável do hospital na nossa UTI móvel”.
Também foram deslocados para a cidade dois Capelães Navais da MB, um padre e um pastor, a fim de celebrar cultos ecumênicos, na tentativa de amenizar o sofrimento dos petropolitanos. O Primeiro-Tenente Capelão Naval Bento Oliveira, que é padre, afirmou que a proposta é apoiar as famílias que se encontram em desalento. “Muitos perderam familiares e bens e o conforto espiritual é muito importante para estender a mão a população que está sofrendo neste momento”.
Proposta realçada também pelo Capitão-Tenente Capelão Naval Williams Soares, que é pastor. “Estamos aqui para prestar assistência espiritual e religiosa ao pessoal atingido por esta tragédia. Viemos trazer um pouco de conforto e alento”.

Militares da Marinha durante distribuição de doações, em Petrópolis

Familiares e amigos durante despedida no Porto do Rio de Janeiro
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
A etapa brasileira do Velas Latinoamerica 2022 chega ao fim hoje (20). O evento, que recebeu cerca de 10 mil visitantes na zona portuária do Rio de Janeiro, contou com contemplação pública aos veleiros, apresentações culturais, cerimoniais à bandeira comentados, visitas de diversas autoridades internacionais, tudo isso com o intuito de propiciar o intercâmbio profissional e cultural entre as marinhas latino-americanas. Esta etapa marcou, também, o início das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil.
Logo no início desta manhã, familiares e amigos foram até o Porto do Rio de Janeiro para despedirem-se da tripulação dos grandes veleiros. Os navios partiram em direção a Montevidéu, no Uruguai, onde devem atracar no início de março. O primeiro a partir foi o Navio-Veleiro “Cisne Branco”, da Marinha do Brasil, seguido pelos outros seis navios sul-americanos (Argentina, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai).
Da orla das praias, cariocas e turistas tiveram mais uma oportunidade de assistir ao desfile naval de despedida. O Velas, que acontece a cada quatro anos, termina no dia 28 de junho, no Porto de Vera Cruz, no México. Até lá, serão mais 12 portos a serem visitados, em 10 países.

Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
Após quatro dias da tragédia causada pelas chuvas em Petrópolis (RJ), uma das mais importantes cidades da Região Serrana do estado, a Marinha do Brasil (MB) permanece mobilizada para tentar amenizar o sofrimento da população e auxiliar as autoridades locais e a Defesa Civil nas ações de recuperação da cidade.
Na manhã de hoje (19), um caminhão da MB chegou a Petrópolis com dois contêineres e 25 toneladas de suprimentos (água, roupas e alimentos) vindos de São Bernardo do Campo (SP), oriundos do Programa Pátria Voluntária. As doações foram entregues no Colégio Santa Catarina, localizado no Centro.
Emocionada, a Diretora do colégio, Mônica Chung, destacou, no momento do recebimento dos itens doados, que a mobilização é uma demonstração de amor no meio de uma catástrofe e ressaltou a importância das doações. “A gente teve que unir forças, juntamente com a Marinha e com os responsáveis pelo Programa Pátria Voluntária, para arrecadar o máximo de doações, que serão muito importantes para as famílias que foram afetadas pela situação que estamos passando. Essa mobilização é muito importante para nós”.
Em entrevista concedida à Agência Marinha de Notícias hoje pela manhã, o Prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, ressaltou a parceria entre a Marinha e a Prefeitura na execução de diversas ações desde o início da semana. “Nesse momento difícil que estamos vivendo, ter a Marinha do Brasil aqui no nosso município nos dá muita tranquilidade, principalmente na área de saúde. Tenho certeza de que, desta forma, o povo petropolitano se sente mais protegido e mais amparado. Ainda mais porque nós tivemos a nossa UPA interditada por causa do estrago causado pelas chuvas”.
O Hospital de Campanha da Marinha, que está funcionando no SESI Petrópolis, conta com instalações ambulatoriais e de UTI e uma equipe formada por médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Além do HCamp, a MB conta com um helicóptero UH-15, 60 viaturas e cerca de 300 militares. Esses números variam dia a dia, a depender das necessidades de apoio que se apresentam.
Também foi realizada, hoje, pelo Grupamento de Fuzileiros Navais que está atuando no local, a desobstrução e o controle de trânsito em diversas ruas e avenidas da cidade.

Os donativos fazem parte do Programa Pátria Voluntária
e foram entregues no colégio Santa Catarina

Desfile de despedida acontece amanhã na orla carioca
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
O Velas Latinoamerica 2022, que mudou a paisagem da cidade do Rio de Janeiro durante esta semana, despede-se neste domingo (20). Em sua quarta edição, o evento com grandiosos veleiros de diversas nacionalidades, incluindo o Navio-Veleiro “Cisne Branco”, encerra sua passagem pela cidade maravilhosa. Para quem não teve a oportunidade de fazer a contemplação dos veleiros atracados, ainda terá essa chance até hoje (19). Para conseguir um ingresso, que é gratuito, basta acessar o site, preencher um formulário e imprimir o ticket.
Quem estiver na cidade também terá a oportunidade de assistir ao desfile naval de despedida amanhã (20), quando os navios seguirão para Montevidéu, no Uruguai. Os veleiros desatracarão do cais do Píer Mauá a partir das 6h, passando mais uma vez pela orla do Rio de Janeiro.
O maior evento náutico da América Latina segue com seus navios por mais quatro meses, visitando importantes cidades e portos do Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Panamá, Colômbia, República Dominicana, Curaçao e finalizando no Porto de Vera Cruz, no México.
Uma semana repleta de eventos
Em comemoração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro, a edição do Velas deste ano iniciou com um desfile naval pelas praias cariocas no último fim de semana. A população teve a oportunidade de ver a magnitude dos navios diretamente das orlas das praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema e Copacabana.
Durante todos os dias do evento, as pessoas puderam assistir ao cerimonial à bandeira comentado em frente ao prédio do Comando do 1º Distrito Naval, no Centro do Rio. Momento em que o Pavilhão Nacional é arriado ao som do Hino nacional brasileiro, executado ao vivo pela Banda do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, com os comandos do cerimonial emitidos por toques de corneta.
Ainda dentro da programação, houve ontem (18) uma apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, no Boulevard Olímpico, que encantou o público que passava pelos arredores de onde estão atracados os navios.

Público assiste à apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais no Boulevard Olímpico
O Velas Latinoamerica 2022, que tem o Brasil como país anfitrião desta edição e o objetivo de fortalecer os laços de amizade e profissionalismo, por meio do intercâmbio operacional e cultural entre as marinhas latino-americanas.

Hospital de Campanha da Marinha presta auxílio ao sistema de saúde local
Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
As fortes chuvas que assolam o município de Petrópolis (RJ) desde o início da semana provocaram a mobilização de diversos órgãos públicos e entidades privadas a fim de conter os danos provocados. Mais de 260 militares enviados pela Marinha do Brasil (MB), incluindo da área de saúde, têm se dedicado, em sinergia com outras instituições, a prestar socorro à população afetada.
O Hospital de Campanha (HCamp), montado pela MB no SESI Petrópolis, está ajudando o sistema de saúde local e trazendo alento à população em meio à tragédia. Apenas nesta sexta-feira (18), foram realizados 30 atendimentos na unidade, sendo 19 na clínica médica, cinco na emergência, três na ortopedia e três na odontologia.
Exemplo desse cuidado é o taxista João Baptista Prado. Ele afirmou, em tom de gratidão, que se não fosse pela MB não conseguiria atendimento médico. O taxista ficou horas preso dentro de seu carro depois que o veículo foi atingido por um ônibus de turismo arrastado pelas águas. Após o resgate, ele procurou o pronto socorro e, devido à lotação, foi direcionado ao HCamp da MB, onde foi atendido e recebeu a medicação necessária.
Outra ação realizada pela Marinha foi o transporte do equivalente a um caminhão e meio de medicamentos e itens hospitalares para abastecer o HCamp. Desse material, foram levadas caixas com medicamentos, além de itens variados destinados ao atendimento de nível ambulatorial e de emergência.

Itens trazidos do Depósito de Material de Saúde da Marinha no Rio de Janeiro
Parceria na distribuição de suprimentos
Os militares também têm prestado apoio no transporte e distribuição de mantimentos para as famílias afetadas pelas enchentes. Exemplo disso foi a parceria estabelecida com a Universidade Estácio em Petropólis. Patrícia Bach, diretora da unidade, ressalta a importância da cooperação com a MB. “Eu recebo todos os donativos aqui na Universidade, nós separamos e a Marinha faz a entrega nos locais mais difíceis onde nós da população e os alunos não conseguimos entregar. É importante continuar com essa parceria, unindo forças de toda a comunidade“.
Desobstrução de vias
Os militares do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais também atuaram na desobstrução de vias, incluindo a BR-040, uma das principais vias de acesso à Petrópolis. O acúmulo de material arrastado pelas enchentes e deslizamentos estava bloqueando as vias e provocando retenções de até 5 km, quando uma equipe de 10 fuzileiros navais foi destacada para realizar a desobstrução.

Retroescavadeira empregada na desobstrução da BR-040 na madrugada desta sexta (18)
O Segundo-Tenente Fuzileiro Naval Rickard Botelho do Nascimento destacou a prontidão da equipe para a operação. ”Desembarcamos para fazer o reconhecimento a pé. Quando chegamos na posição do desmoronamento, era uma árvore e um poste que haviam caído. Iniciamos os trabalhos por volta de 0h30 e, às 2h, terminamos. Tiramos o poste, árvores e toda a cobertura vegetal que estava no terreno”, relatou.
Apoio do Governo Federal
O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, realizou, nesta manhã (18), um sobrevoo na região. Em seguida, participou, junto a outras autoridades, de uma coletiva de imprensa na qual anunciou as medidas emergenciais para auxiliar a população de Petrópolis. O Ministro da Defesa, General Braga Netto, destacou a participação das Forças Armadas na região. "Nós deslocamos tropas de outros estados, particularmente de Minas Gerais e Espírito Santo. A Marinha já montou um hospital de campanha e a Força Aérea está fazendo o controle do tráfego aéreo", disse o Ministro.















Durante o período, todos os dias, simultaneamente ao pôr do sol, o Pavilhão Nacional é arriado ao som do Hino Nacional brasileiro, executado ao vivo pela Banda do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, com os comandos do cerimonial emitidos por toques de corneta.
O cerimonial à Bandeira vem sendo realizado no Comando do 1º Distrito Naval, ao lado da Praça Mauá e do Museu do Amanhã, entre 18h30 e 18h45.









Oficiais-Alunos e demais Oficiais durante a palestra
sobre a História da Aviação Naval
O Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN) realizou a aula inaugural, marcando o início das atividades curriculares do Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAVO T-1/2022) para os 10 novos Oficiais-Alunos, no dia 10 de fevereiro.
A aula inaugural foi ministrada pelo Comandante da Escola Superior de Defesa, Vice-Almirante Paulo Renato Rohwer Santos, no Auditório do Comando da Força Aeronaval. Em seguida foi realizada uma aula prática com uma vista pela Praça dos Pioneiros, Memorial da Aviação Naval e Museu da Aviação Naval.

Alunos visitam o Museu da Aviação Naval
A aula contou também com a presença do Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante José Vicente de Alvarenga Filho, além do Chefe do Estado-Maior, Capitão de Mar e Guerra Luis Felipe Evangelista Araujo, dos Titulares das Organizações Militares do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia, e de uma representação de Oficiais Aviadores Navais, Médicos de Aviação, Psicólogos de Aviação e Apoio à Aviação.
A partir da aula, os Oficiais-Alunos darão prosseguimento à parte teórica do curso, denominada Tecnologia Aeronáutica, no CIAAN.


