Programas Estratégicos

Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB)

O PROSUB é um Programa a cargo da Marinha do Brasil que tem como objetivo a produção de quatro submarinos convencionais e a fabricação do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear. Lançado em 2008, o PROSUB contempla, além dos submarinos, a construção de um complexo de infraestrutura industrial e de apoio à operação dos submarinos, que engloba os Estaleiros, a Base Naval e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) no município de Itaguaí - RJ.

O valor total do PROSUB é de R$37,1 bilhões, já tendo sido investidos mais de R$18,3 bilhões. Como resultados iniciais, foi inaugurado, em fevereiro de 2018, o Estaleiro de Construção e em dezembro de 2018 foi lançado ao mar o submarino Riachuelo, o primeiro submarino construído no âmbito do Programa. Há, ainda, a previsão para 2020, do lançamento ao mar do segundo submarino convencional do Programa, o submarino Humaitá. País com dimensões continentais de 8,5 mil quilômetros de costa, o Brasil tem o mar como uma forte referência em todo o seu desenvolvimento. A imensa riqueza das águas, do leito e do subsolo marinho nesse território justifica seu nome: Amazônia Azul. É nessa área marítima que os brasileiros desenvolvem atividades pesqueiras, 95% do nosso comércio exterior e a exploração de recursos biológicos e minerais. Para proteger esse patrimônio e garantir a soberania brasileira no mar, a Marinha do Brasil investe na expansão da força naval, sendo o PROSUB parte essencial desse investimento.

O PROSUB dotará a indústria brasileira da defesa com tecnologia nuclear de ponta. A concretização do programa fortalece, ainda, setores da indústria nacional de importância estratégica para o desenvolvimento econômico do país. Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil, o PROSUB é um forte incentivo ao nosso parque industrial. Além disso, o Programa gera 4.800 empregos diretos e 12.500 indiretos, e conta com a participação de cerca de 700 empresas, três universidades e institutos de pesquisa.
 

Programa Nuclear da Marinha (PNM)

O Programa Nuclear da Marinha (PNM) vem sendo executado pela Marinha do Brasil desde 1979, com o propósito de dominar o ciclo do combustível nuclear e desenvolver e construir uma planta nuclear de geração de energia elétrica, visando dotar o Poder Naval brasileiro com um submarino nuclear, meio considerado capaz de contribuir de forma eficaz no cumprimento da missão constitucional de defesa da Pátria em função de suas características destacadas de mobilidade e autonomia.

O Programa tem interação com o Programa Nuclear Brasileiro e atualmente concentra os seus esforços na construção de um protótipo em terra do sistema de propulsão nuclear do submarino, chamado de Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), localizado na cidade de Iperó – SP, cujo comissionamento está previsto para 2021. O Programa inclui, ainda, a implantação de uma unidade de produção de hexafluoreto de urânio. A previsão de conclusão do PNM é em 2021 e o valor total estimado é da ordem de R$6,8 bilhões. Até o momento foram investidos mais de R$1,6 bilhão e executados cerca de 49% do Programa.

Desde seu início, o PNM vem demonstrando grande capacidade de mobilização e estímulo dos setores de Ciência e Tecnologia (C&T) e de produção. São inúmeras as parcerias estabelecidas com universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento e indústrias, entre outros.

Com essas parcerias, o Programa evidencia sua capacidade de gerar efeitos de arrasto, tanto por meio do incentivo à ampliação da base tecnológica nacional, como por meio do desenvolvimento de equipamentos e componentes de uso não restrito aos objetivos do Programa.
 

Projeto Míssil Anti-Navio Superfície (MANSUP)

O Projeto MANSUP foi desenvolvido buscando eliminar a dependência estrangeira e, consequentemente, conquistando novas tecnologias, possibilitando a modernização do parque industrial brasileiro e aprimorando a qualidade intelectual dos profissionais da área de defesa. Como impactos e benefícios para a população com a entrega deste projeto, podemos citar:

a) Quantitativos: Proteção dos 5,7 milhões de quilômetros quadrados de área marítima e garantia da soberania brasileira no mar.
b) Qualitativos:
- construção com tecnologia totalmente brasileira, gerando empregos diretos e indiretos, e renda;
- capacitação e aprimoramento da mão de obra de fabricação de armamentos de alta tecnologia;
- fomento do desenvolvimento tecnológico da Base Industrial de Defesa;
- garantia da manutenção do Poder Naval e a soberania nacional;
- inclusão do Brasil no seleto grupo de países produtores de mísseis;
- domínio de tecnologia sensível;
- traz um arrasto tecnológico;
- utilização da tecnologia para equipamentos de fins pacíficos; e
- dividendos para as empresas fabricantes e receita ao governo por meio impostos na exportação de Produtos de Defesa.

A Marinha do Brasil lançou, no dia 20 de março de 2019, o segundo protótipo (QM-2) do MANSUP. O lançamento confirmou o correto funcionamento de vários subsistemas e de alguns aperfeiçoamentos realizados após o lançamento com êxito do 1º protótipo (QM-1), ocorrido em novembro de 2018, como uma nova plataforma inercial, responsável pela navegação do míssil, desenvolvida e prontificada pela Diretoria de Desenvolvimento Nuclear da Marinha (DDNM), em janeiro de 2019.

 


 

Projeto-Piloto do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (PP-SISGAAz)

O Programa Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul® (SisGAAz) tem por missão monitorar e controlar, de forma integrada, as Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB) e as áreas internacionais de responsabilidade para operações de Socorro e Salvamento (SAR – Search and Rescue), a fim de contribuir para a mobilidade estratégica, representada pela capacidade de responder prontamente a qualquer ameaça, emergência, agressão ou ilegalidade.

Os benefícios associados ao SisGAAz podem ser sumarizados como sendo de inteligência, socioeconômicos e militares. Os benefícios socioeconômicos serão observados na minimização da evasão de riquezas por vias marítimas, maximização da proteção contra o narcotráfico e do controle de danos ambientais. Finalmente, os benefícios militares serão observados no aperfeiçoamento do emprego racional, eficiente e eficaz dos meios navais na vigilância da Amazônia Azul® e na redução do risco de interrupção da exploração dos recursos minerais por ameaças.

A Fase I é composta por um centro de Comando e Controle instalado no Comando de Operações Navais, na Capitania dos Portos do Rio de Janeiro e no Comando do 1º Distrito Naval. Estes Centros receberão em tempo real as informações dos Sensores fixos instalados na Baia da Guanabara e farão a fusão dos dados e apresentarão um quadro único e coerente. A Fase I tem previsão de conclusão em maio de 2019.

A Fase II consiste na instalação de sensores fixos para monitorar a área marítima entre a Ilha Grande e Cabo Frio, além de dez Navios da Marinha, cinco Centros de Operações em Distritos Navais, duas unidades de vigilância submarina e o Combatente do Futuro para o Corpo de Fuzileiros Navais. Esta Fase tem previsão de conclusão até 2023.
 

Projeto "Classe Tamandaré"

A Marinha do Brasil iniciou, em 2017, o Projeto "Classe Tamandaré" com o objetivo de promover a renovação da esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País, no período de 2019 a 2026. Serão navios com alto poder combatente, capazes de proteger a extensa área marítima brasileira, com mais de 5,7 mil km², denominada Amazônia Azul, realizar operações de busca e salvamento e atender compromissos internacionais, entre outras tarefas.

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