Bandas do Corpo de Fuzileiros Navais

A Banda do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) encanta em suas apresentações pelos quatro cantos do mundo, com música de qualidade feita por músicos de primeira linha. Tudo começou em 1808, com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro trazendo a Banda da Brigada Real da Marinha, composta por 60 músicos. Essa formação durou até 1946, quando passou a ter 128 militares. Em 1968 passou a ter 170 componentes, tornando-se a maior banda marcial militar e, também, a maior banda de gaitas escocesas do mundo.

Hoje, as Bandas do CFN evoluíram, apresentando-se particularmente como Marcial e Sinfônica. Outras formações e estilos surgiram, sempre encantando com o talento de seus músicos. As bandas, e também os conjuntos musicais do CFN, compõem a Companhia de Bandas do Batalhão Naval e são responsáveis por contribuir com a manutenção das tradições da Música Militar Naval. Atualmente, a Banda Marcial possui 112 instrumentistas, além do Mestre, do Auxiliar, do Schellenbaum (estandarte tradicional, uma “árvore de sinos”, representativo das maiores bandas marciais do mundo, presente da Alemanha à Banda do CFN) e do Baliza (que vai à frente efetuando coreografias).

As bandas e os conjuntos musicais do Batalhão Naval constituem o repositório de algumas das mais caras tradições dos Fuzileiros Navais. Quando há uma comemoração de grande gala, mesmo de âmbito interno da Marinha, as bandas abrilhantam os eventos com a performance de seus músicos usando seu uniforme "garança". As próprias tripulações das Organizações Militares da Marinha se sentem orgulhosas com a presença dos garbosos músicos, que reforçam o caráter militar nos desfiles, emocionando e enchendo de júbilo a tropa e o público presente.

Curiosidades:

- A Banda está sediada na Fortaleza de São José desde 1809, assim como o Corpo de Fuzileiros Navais.

- As gaitas de fole escocesas foram um presente da Rainha da Inglaterra para o USS Saint Louis, da Marinha Americana, incorporado à nossa Esquadra em 1951, como Cruzador Almirante Tamandaré.

- Fuzibossa – Em 1920, surgiu um grupo musical que levou música não militar aos quartéis, com o nome de Naval Jazz Band, mudando em seguida para Fuzijazz e Fuzi 9, pelo número de componentes. No final da década de 1950, ganhou seu nome atual, Fuzibossa, em alusão ao movimento musical Bossa Nova.

- Banda Tipo IV – Composta por 23 militares, se apresenta em solenidades militares e festas e bailes de caráter militar e civil, com repertório variado que vai do popular ao erudito. É uma forte ferramenta de Comunicação Social.

- Quinteto de Sopro – Sua formação se deu pela necessidade de tocar em ambientes pequenos e fechados. Não é um conjunto oficial.

- Para tocar na Banda do CFN, os musicistas ingressam na Marinha do Brasil por meio de concurso público. O curso preparatório tem a duração de 11 meses, dividido em 2 etapas: instrução militar para se formar sargento músico do Corpo de Fuzileiros Navais, e curso de aperfeiçoamento em Música, com atividades de banda militar.

- A Banda já se apresentou para a Rainha Elizabeth II no Maracanã, em sua única visita ao Brasil, e em vários outros países da Europa.

- Em junho de 2001, as primeiras mulheres ingressaram no CFN e foram incorporadas ao quadro de músicos.

- A banda estimula interesse pela formação de inúmeras fanfarras escolares pelo Brasil, ajudando a manter uma tradição nas cidades, principalmente do interior, mantendo em sua sede, no Rio de Janeiro, o Projeto Música e Cidadania, que dá aulas de música a crianças em situação de vulnerabilidade social.

 

Canção Na Vanguarda

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