Uniformes e seus acessórios

Os Uniformes

Os oficiais, suboficiais e sargentos usam uniformes do mesmo feitio para o serviço ou para os trabalhos a bordo. São do tipo paletó, ou dóimã, e calça, ou somente camisa e calça. Na cabeça usa-se o boné. Os oficiais e suboficiais, para distinção, usam galões nas platinas colocadas nos ombros dos uniformes brancos, galões nos punhos do uniforme azul e distintivos na gola do uniforme cinza de manga curta (caqui para os Fuzileiros Navais). Os sargentos, cabos e marinheiros cursados usam sempre, para distinção de graduação, divisas nos braços. Os marinheiros-recrutas, aprendizes e grumetes não usam divisas.

As platinas são presas sobre os ombros dos uniformes como acessório, sendo reminiscências de antigas tiras de couro usados nos uniformes para fixar os talabardes (boldriés). São de origem francesa.

Os galões dos oficiais são listras douradas. No Corpo da Armada, a mais alta no punho é terminada por uma volta. Conta a tradição que é uma reminiscência da volta que o Almirante Nelson, oficial inglês, levava em um pequeno cabo amarrado à manga de seu dólmã para sustentá-la em um botão, quando, após perder o braço, subiu ao convés pela primeira vez. As marinhas que tiveram origem e contatos com a Marinha britânica conservam o símbolo.

Os Cabos e Marinheiros usam uniformes, brancos ou azuis, de gola, e na cabeça, bonés sem pala. Os de trabalho são de cor mescla, com chapéus redondos típicos, de cor branca, chamados caxangá.

O uniforme típico de marinheiro é universal. Suas características são, principalmente, o lenço preto ao pescoço e a gola azul com três listras.

O lenço teve sua origem na artilharia dos tempos antigos da marinha a vela. Os marujos usavam um lenço na testa durante os combates, amarrado atrás da cabeça. Esse procedimento evitava que o suor, misturado à graxa e mesmo à pólvora das peças de tiro, lhes caísse nos olhos. Ao findar o combate, os marinheiros regulares giravam o lenço e o amarravam ao pescoço, com o nó para frente. Hoje, simbolicamente, o lenço é colocado em tomo do pescoço.

Sua cor preta, diferentemente do que muitos dizem, não é originada em sinal de luto pela morte de Nelson, pois era usado pelos marinheiros, com essa cor, bem antes disso, embora, naquele evento, tenham retirado o lenço característico do pescoço e o colocado no braço.

A gola do Marinheiro é bastante antiga. Era usada para proteger a roupa das substâncias gordurosas com que os marujos untavam o "rabicho" de suas cabeleiras. O uso do rabicho desapareceu, mas, a gola permaneceu, como parte característica do uniforme. A cor azul é adotada por quase todas as marinhas do mundo.

As três listas da gola são reminiscência do costume antigo de se indicar, por meio de fitas, presas ao pelerine (capa utilizada sobre os ombros), o tempo de serviço do embarcado.

 

Gorro de Fita

Os fuzileiros navais também trazem em seus uniformes simbolismo e tradição.

O gorro de fita, de origem escocesa, é uma das tradições incorporadas que permanecem e ganham legitimidade. Foi ideia, em 1890, de um comandante do Batalhão Naval, de ascendência britânica. O gorro foi bem aceito e, hoje, caracteriza de forma ímpar o uniforme dos Marinheiros de terra, soldados do mar, que são os fuzileiros navais.

 

O Apito Marinheiro

Os principais eventos da rotina de bordo são ordenados por toques de apito, utilizando-se, para isso, de um apito especial: o apito do marinheiro. O apito serve, também, para chamadas de quem exerce funções específicas ou para alguns eventos que envolvam pequena parte da tripulação. Ele tem sido, ao longo dos tempos, uma das peças mais características do equipamento de uso pessoal da gente de bordo. Os gregos e os romanos já o usavam para fazer a marcação do ritmo dos movimentos de remo nas galés.

Com o passar dos anos, o apito se tornou uma espécie de distintivo de autoridade e mesmo de honra. Na Inglaterra, o Lord High Admiral usava um apito de ouro ao pescoço, preso por uma corrente; um apito de prata era usado pêlos Oficiais em Comando, como "Apito de Comando". Eram levados tais símbolos em tanta consideração que, em combate, um oficial que usasse um apito preferia jogá-lo ao mar a deixá-lo cair em mãos inimigas.

O apito, hoje, continua preso ao pescoço por um cadarço de tecido e tem utilização para os toques de rotina e comando de manobras.

As fainas de bordo, ainda hoje, em especial as manobras que exigem coordenação e ordens contínuas de um Mestre ou Contramestre, são conduzidas somente com toques de apito. Fazê-lo aos gritos denota pouca qualidade marinheira do dirigente da faina e sua equipe.

O Oficial de Serviço utiliza um apito, que não é o tradicional, e serve para cumprimentar ou responder a cumprimentos dos cerimoniais (honras de passagem) de navios ou lanchas com autoridades que passam ao largo; mas, o cadarço que o prende ao pescoço mantém-se como parte do símbolo tradicional.

Os toques de apitos estão grupados, por tipos, em toques de: Continência e Cerimonial, Fainas, Pessoal Subalterno, Divisões e Manobras

Ouça e efetue download de alguns dos toques de apito usados pela Marinha: Continência e Cerimonial

 

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 Presidente da República

 Comandante da Marinha

 Autoridade que vence salvas de 19 tiros

 Chefe do Estado Maior da armada

 Comandante de Operações Navais

 Comandante-em-Chefe da Esquadra

 Oficial General Comandante de Força

 Oficial General Comandante

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 Oficial Superior Comandante de Força

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 Imediato

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 Acelerar

 Alvorada (Faxina)

 Arejamento de Andainas

 Baldeação

 Banho de Água Doce para a Guarnição

 Banho de Mar

 Banho de Sol e Ducha

 Boys ao Portaló

 Chamada de Oficiais

 Chegar ao Local de Ordem

 Cobrir Armamento e Holofotes

 Continência à Bandeira com Corneta

 Continência à Bandeira

 Continência entre navios

 Contramestre

 Cumprir Condiçoes de Fechamento do Material

 Descobrir Armamento e Holofotes

 Detalhe Especial para o Mar (DEM)

 Faina ou Manobra

 Formar Companhia, Pelotão ou Contingente de Desembarque

 Formar Divisões

 Formar para o Cerimonial à Bandeira

 Formar Serviço

 Inspeção de Material

 Inspeção de Rancho

 Inspeção

 Licenciados Formar

 Mestre D' Armas

 Mostra de Pessoal

 Mostra de Uniforme

 Parada (Reunir Geral)

 Posto de Suspender e Fundear

 Postos de Abandono

 Postos de Colisão

 Postos de Combate

 Postos de Continência

 Postos de Incêndio

 Postos de Vôo

 Quarto de Folga

 Quarto de Retém

 Quarto de Serviço

 Rancho para Serviço

 Rancho

 Recolher Andainas

 Render Rancheiro

 Render Serviço

 Revista Médica

 Silêncio

 Todos ao Vergueiro

 Uniforme

 Varrer e Arrumar o Navio

 Volta

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Alamares

Nos tempos de cavalaria andante, na Idade Média, os ajudantes lavavam os cavalos e auxiliavam os cavaleiros, com armaduras, a montar, tal era o peso desses apetrechos. Depois que os cavaleiros montavam, os ajudantes se afastavam das montarias e dos chefes, ficando porém nas mãos com o cabo (corda) no braço, na altura do ombro. Ainda hoje, os ajudantes de ordens usam, com garbo, essa peça, primitivamente humilde, presa ao ombro no uniforme. Mas, o conjunto completo é constituído desse pequeno cabo (cordel), junto com os alamares, que são a reminiscência da antiga corrente, que as autoridades navais usavam para pendurar os apitos, um símbolo de autoridade já comentado. Assim, o conjunto formado pelos alamares (autoridade) e seu cabo (ajudante) - este utilizado solteiro nos uniformes internos - significam “ajudante de uma autoridade”. Os Oficiais Chefes de Estado-Maior e Oficiais do Gabinete de uma autoridade naval também usam esse símbolo, por serem seus ajudantes mais diretos. O conjunto é usado do lado esquerdo, porém os Oficiais do Gabinete Militar da Presidência da República usam os alamares do lado direito.

 

Condecorações e Medalhas

As condecorações e medalhas são usadas no lado esquerdo do peito.

O costume, que não é apenas naval, vem do tempo das cruzadas, quando os cavaleiros traziam a insígnia de sua Ordem (as Ordens da Cavalaria) perto do coração. Era, também, porque o escudo ficava no braço esquerdo; e assim, protegia não somente o coração, mas a insígnia de honra.