
Sargento Beatriz Ferreira
Com jabs, diretos e muito suor, a Terceiro-Sargento Beatriz Ferreira, atleta do Programa Olímpico da Marinha (PROLIM), se tornou uma das principais referências do boxe feminino brasileiro. Campeã Mundial, Campeã Pan-Americana, pódio em 24 das 25 competições disputadas nos últimos anos, Beatriz fez história mais uma vez aparecendo na primeira posição do ranking da Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA) na categoria leve (60kg), em lista divulgada no dia 2 de julho. Na classificação, a atleta militar aparece com 2.150 pontos, 300 a mais do que a segunda colocada, a finlandesa Mira Potkonen, medalha de bronze nas Olimpíadas de 2016.
“Quando vi que a lista tinha saído e que realmente estava liderando, veio a sensação de mais uma missão concluída. Fiquei muito feliz e sei que estou no caminho certo. Tive que lutar muito, tanto no ringue, como fora dele, mas posso falar que tudo valeu a pena, pois consegui chegar onde sempre almejei. Vou continuar lutando, com foco e com garra, para me manter nessa posição e conquistar outros ótimos resultados, agora muito mais animada e motivada”, afirmou a atleta de alto rendimento da Marinha.
Com essa pontuação, a Sargento se tornou a primeira atleta da história do Boxe Feminino brasileiro a conquistar a posição. Este não é seu primeiro grande feito. No Campeonato Mundial do ano passado, que aconteceu na Rússia, a atleta militar foi a primeira brasileira a ser eleita a melhor de um Campeonato Mundial de Boxe Feminino.
A militar da Marinha segue em busca da classificação para as Olimpíadas de Tóquio, com previsão para ocorrer em julho de 2021; mesmo com a pandemia da Covid-19, a atleta militar segue firme nos treinos, com o apoio do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), cumprindo os protocolos e as medidas de proteção de saúde previstos para o período, a fim de se preparar para o pré-olímpico das Américas, cancelado em março deste ano e ainda sem uma nova data prevista. “Temos que continuar treinando porque, a qualquer momento, o pré-olímpico poderá ser remarcado. Estou focada. Não importa quando nem onde. Quando acontecer, estarei pronta”, finalizou a atleta militar, agradecendo pelo apoio da Marinha do Brasil. “Quando entrei para a Força, fez toda a diferença. Pude me entregar mais, pois passei a contar com médicos, nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo. Sou muito grata por esse apoio”.

Na classificação, a atleta militar aparece com 2.150 pontos, 300 a mais do que a segunda colocada
