Participação brasileira na República Centro-Africana: “Estamos prontos”, avalia Comandante-Geral do CFN

13/03/2018
 
Comandante-Geral do CFN afirma que fuzileiros navais estão prontos para a República Centro-Africana
 
“A palavra que trago hoje para os senhores é de confiança. Confiança absoluta de que os senhores estão preparados e estarão mais bem preparados ainda quando a Minusca (Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana) se concretizar. Mantenham o ímpeto e continuem levando com bastante seriedade o adestramento que está sendo feito e o aprendizado que vem sendo ministrado aos senhores. Quando acontecer, estaremos prontos, como fuzileiros navais que somos. Competência nós temos de sobra, para cumprir qualquer tipo de tarefa. Parabéns a todos. Não percam o foco. Continuem no nível e no ritmo de adestramento que os senhores estão. Tenho certeza de que, mais uma vez, teremos um Grupamento Operativo no nível que o Corpo de Fuzileiros Navais merece. ADSUMUS!”.
 
Foi com essas palavras de incentivo aos militares que compõem o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav) do 1º Contingente da Minusca que o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (ComGerCFN), Almirante de Esquadra fuzileiro naval Alexandre José Barreto de Mattos, encerrou sua visita ao Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE), no dia 5 de março, quando foi à base instalada no local para participar de uma palestra proferida pelo Comandante do GptOpFuzNav, Capitão de Mar e Guerra fuzileiro naval Luis Felippe Valentini da Silva, a respeito do preparo dos integrantes do grupamento para a possível nova missão de paz.
 
“O Brasil foi convidado oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fazer parte da missão em 22 de novembro de 2017, após o Conselho de Segurança aprovar o envio de mais de 900 militares para contribuir com a proteção de civis no país, com a salvaguarda de pessoal e instalações da ONU, com a criação de um ambiente seguro ao redor dos principais centros populacionais e das principais linhas de comunicação, entre outras tarefas. No entanto, apesar de a participação brasileira ainda não ter sido confirmada, os militares já estão passando por uma série de adestramentos desde o início do ano”, disse o Capitão de Mar e Guerra fuzileiro naval Valentini.
 
“O Grupamento Operativo foi constituído no começo de janeiro de 2018. Os militares vieram de suas unidades e se concentraram aqui na Força. Na primeira etapa, estão recebendo orientações mais básicas de tiro, de primeiros socorros, comunicações e as condutas padronizadas, que chamamos de Técnicas de Ações Imediatas (TAI)”, explicou o Capitão de Mar e Guerra Valentini.
 
O adestramento também engloba as orientações teóricas acerca de missão, como antecedentes históricos, aspectos geopolíticos e experiências sobre a operação, além de instruções específicas e aulas de francês. Durante o treinamento, os 240 militares voluntários para a missão – 18 oficiais e 222 praças – ficam em uma base instalada no Complexo Naval Caxias Meriti, atrás do prédio do ComFFE. É no “acampamento da República Centro-Africana”, como é conhecido, que funcionam as seções de Estado-Maior, o Departamento de Saúde, os alojamentos e a academia, além do Comando do GptOpFuzNav. “Funciona como se fosse uma base desdobrada na área de operações”, explicou o Comandante Valentini.
 
Embora classifique a Minusca como de “risco operacional considerável”, o Comandante do GptOpFuzNav está otimista. “Trata-se de um grande desafio que vai agregar muito conhecimento ao nosso pessoal. Estamos prontos, motivados para essa missão. Tenho certeza de que temos plenas condições de cumprir da melhor forma possível, com honra, competência, determinação e profissionalismo”, avaliou.
 
O Comandante-Geral também tem boas expectativas acerca da participação brasileira da Minusca. “A rotina de adestramentos que é feita na Força de Fuzileiros da Esquadra ao longo dos últimos anos nos coloca numa situação bastante favorável para, quando surge uma missão dessa natureza, estarmos preparados. O que temos que fazer é continuar com essa preparação porque, a partir do momento em que a data for definida, os Fuzileiros Navais estarão prontos. O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais pode ir na Vanguarda, pode ir na frente porque está pronto. Essas são as nossas características: prontidão, profissionalismo e capacidade expedicionária. Somos uma tropa que rapidamente se desloca para cumprir qualquer missão”, concluiu.
 
Comandante do Grupamento Operativo profere palestra de atualização sobre o preparo para a possível nova Missão de Paz