
NPo “Almirante Maximiano” no estreito de Gerlache, na Antártica
No dia 3 de fevereiro, o Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano” comemorou o seu 10º Aniversário de Incorporação à Marinha do Brasil, nas proximidades da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), em uma cerimônia militar tendo como pano de fundo a geleira Stenhouse, na Ilha Rei George.
A tripulação e os pesquisadores embarcados relembraram passagens da história do Navio e o legado de sucessos deixado pelas tripulações anteriores, desde o seu recebimento em Bremerhaven, na Alemanha. Eles também reverenciaram todos aqueles que vêm contribuindo para que o “Tio Max” – como é conhecido – se mantenha em contínuo aperfeiçoamento de suas condições materiais e de adestramento, sempre pronto para cumprir as mais diversas tarefas na Antártica, afetas ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), e nas Águas Jurisdicionais Brasileiras.
Na ocasião, como primeiro Navio da Marinha do Brasil a ostentar o nome “Almirante Maximiano”, em justo tributo a um dos mais ilustres Chefes Navais, foram também destacados os principais avanços que o Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca trouxe à Força: a implementação do Programa Nuclear da Marinha, com reflexos no desenvolvimento de setores da comunidade científica e a possibilidade de construirmos o primeiro submarino com este tipo de propulsão; a criação do Corpo Auxiliar Feminino, abrindo as portas da Marinha do Brasil a esta força de trabalho; a criação da Sociedade dos Amigos da Marinha; e a aquisição do Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) “Barão de Teffé” e a realização da 1ª OPERANTAR, resultando no reconhecimento internacional da Força presença no continente gelado e a consequente aceitação do Brasil como Parte Consultiva do Tratado da Antártica.
Foi realçado ainda o importante relacionamento com o mundo acadêmico, por meio dos diversos projetos de pesquisa anualmente embarcados, os quais vêm demonstrando resultados perante a comunidade científica brasileira e no âmbito internacional.
Ao longo destes dez anos de serviço à Marinha, com a expressiva marca de 1.548,5 dias de mar e 212.025 milhas navegadas, muito trabalho foi feito, desde a preparação do navio nos períodos de Manutenção até a participação nas OPERANTAR, e o sucesso foi fruto de trabalho dedicado, comprometimento e elevado espírito marinheiro das tripulações.

Tripulação e pesquisadores formados no convoo
