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Militares da Marinha e do Exército realizam parto de emergência durante “Operação Acolhida”

  • Publicado em 21/02/2019 - 16:05
  • Atualizado em 21/02/2019 - 16:52
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Suboficial Henrique e a Segundo-Tenente Thalita
realizaram o parto da venezuelana
 
 
Para ser militar tem que estar preparado para atender qualquer tipo de situação. Na noite de 19 de janeiro, o chamado foi para atender uma gestante venezuelana, no Abrigo Rondon III, localizado em Boa Vista, Roraima, durante a “Operação Acolhida”.
 
Segundo o Suboficial enfermeiro da Marinha do Brasil, João Henrique Cruz Carolino, a mulher sentia fortes contrações quando houve o acionamento. Na sequência, os militares realizaram o parto natural.
 
“Eu e a médica do Exército utilizamos técnicas para desobstruir as vias aéreas do bebê, monitoramos os sinais vitais e realizamos o corte do cordão umbilical. Tanto a mãe, quanto a criança foram monitoradas até a chegada à Maternidade de Boa Vista, Roraima”, explica o suboficial.
 
Segundo os médicos da Maternidade de Boa Vista, a recém-nascida e a mãe encontram-se em ótimo estado de saúde.
 
O suboficial se emocionou com a ocorrência. “Já ajudei em outras situações parecidas, mas esta foi diferente, quando peguei a criança no colo, ela já segurou na antena do meu rádio comunicador e não quis soltar. Todos acharam aquele momento mágico. Agradeço a Marinha por me capacitar para atender ao público em qualquer situação”, conta Henrique.
 
Operação Acolhida
 
A Operação Acolhida surgiu de uma Medida Provisória criado pelo presidente Michel Temer em fevereiro de 2018. A norma criou a Força Tarefa Logística e Humanitária, coordenada pelas Forças Armadas, que passou a executar a operação.
 
Atualmente a operação mantém, com recursos do Ministério da Defesa, 13 abrigos, dois centros de triagem, um alojamento de passagem, um centro de informação com guarda volume e um posto avançado do hospital de campanha. As instalações são nas cidades de Boa Vista e Pacaraima.

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