MB dá início a fase de solicitação de propostas para obtenção de Navios de Superfície

22/12/2017

 

Na tarde da última terça-feira, dia 19, a Marinha do Brasil (MB) divulgou os principais aspectos da Solicitação de Proposta (Request for Proposal – RFP) para a obtenção de navios de superfície de alta complexidade tecnológica, denominado Projeto “Corveta Classe Tamandaré”. A divulgação marca o início da segunda fase do projeto, que tem como objetivo a seleção da melhor oferta para a aquisição de quatro navios de guerra, a serem construídos no país.
 
Ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante anúncio da fase de obtenção das “Corvetas Classe Tamandaré”
 
O anúncio dessa segunda fase foi realizado na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro (RJ) pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, acompanhado do Comandante da Marinha, o Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira. O Ministro enfatizou a importância desse projeto, que terá o investimento de US$ 1,6 bilhão, e a previsão de entrega das primeiras corvetas quatro anos após a assinatura do contrato. “A Marinha nos deu um quadro muito realista - e tinha que dar - da situação da nossa Armada. Estávamos vendo um processo de obsolescência e não tínhamos um programa de modernização”, afirmou o ministro.
 
O Projeto “Corveta Classe Tamandaré” faz parte do Programa Estratégico “Construção do Núcleo do Poder Naval”, e visa a expandir e a modernizar a Força Naval. Serão quatro navios escoltas versáteis e de elevado poder de combate, capazes de se contrapor a múltiplas ameaças, destinados à proteção do tráfego marítimo e controle de área marítima, podendo realizar missões de defesa, aproximada ou afastada, do litoral brasileiro. Para o Comandante da Marinha, o Almirante de Esquadra, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, esses navios representam um importante marco na retomada da construção dos meios para o Núcleo do Poder Naval.
 
“Muito mais do que uma nova classe de navios, o que se busca é uma parceria de longo prazo, que desenvolva a capacidade da indústria nacional para projetar, construir, modernizar e manter de forma autônoma seus navios militares, fortalecendo a base industrial de Defesa e as indústrias de construção naval, garantindo a independência do pais em relação a tecnologias sensíveis, fomentando a formação de técnicos e engenheiros e promovendo a geração sustentável de empregos”, declarou.
 
Durante o evento, que reuniu militares, entidades civis e representantes de empresas brasileiras e estrangeiras, o diretor de Gestão de Programas da Marinha, o Vice-Almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, explicou para os presentes os principais pontos da RFP. “Todo esse processo deverá garantir envolvimento pleno da MB, a fim de assegurar total domínio e conhecimento gerado do desenvolvimento e da integração, sensores e armamentos", disse.