Pular para o conteúdo principal

Marinha participa da IX Assembleia do Círculo Polar Ártico

  • Publicado em 23/10/2019 - 16:33
  • Atualizado em 23/10/2019 - 16:58
Compartilhe:
 
Capitão de  Mar e  Guerra  (RM1),  Leonardo Mattos, fez uma  apresentação sobre o  Programa Antártico Brasileiro
 
De 10 a 13 de outubro, a Marinha do Brasil esteve presente na principal conferência mundial sobre o Ártico - um espaço de disputas oceanopolíticas cada vez mais complexo.  O Arctic Circle Assembly (Assembleia do Círculo Polar Ártico) teve início em 2013 e ocorre, anualmente, em Reykjavik, capital da Islândia.
 
Esta edição reuniu mais de 2 mil pessoas de 60 países e contou com apresentações dos Primeiros Ministros da Islândia, Finlândia e Dinamarca. Também participaram a Princesa Herdeira do trono da Suécia, o Secretário de Energia dos Estados Unidos, a Embaixadora da França para Assuntos Polares, o Governador da Província de Yamal (Rússia), o Representante da China para Assuntos relacionados ao Ártico, o Embaixador para o Ártico da Coreia do Sul e o Ministro de Relações Exteriores de Singapura, além de acadêmicos, militares e empresários ligados à Indústria do petróleo e da pesca. O convidado de honra deste ano foi o ex-Secretário de Estado do governo do Presidente Obama, John Kerry, que discursou sobre a importância do mundo despertar, efetivamente,  para as questões climáticas, particularmente no Ártico, que “deve ser considerado um espaço de interesse e preocupação global”. 
 
O Encarregado do Setor de Geopolítica da Escola de Guerra Naval, Capitão de Mar e  Guerra (RM1) Leonardo Mattos, fez uma apresentação sobre o Programa Antártico Brasileiro e realizou um breve histórico sobre a presença da Marinha na Antártica. 
 
Integrantes da mesa brasileira (a única latino-americana presente no evento), Sergio Trindade e Celma Hellebust, estudiosos sobre os temas relacionados ao Ártico, também realizaram exposições. Conforme Leonardo Mattos, a presença do Brasil no evento atraiu o interesse de muitos países, especialmente da Índia, que se mostrou entusiasmada em ajudar o Brasil, caso o país tenha interesse em enviar pesquisadores para a estação indiana no Arquipélago de Svalbard, no Ártico, onde estão localizadas estações científicas de vários países.

Compartilhe: