Pular para o conteúdo principal

Marinha do Brasil realiza ensaio em voo para qualificação operacional das aeronaves modernizadas

  • Publicado em 10/10/2019 - 17:36
  • Atualizado em 10/10/2019 - 17:49
Compartilhe:
 
Equipes da Marinha do Brasil e da Embraer que participaram dos ensaios em voo do sistema RWR
 
No período de 23 de setembro a 4 de outubro, foi realizado ensaio em voo na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia para avaliar o desempenho, bem como qualificar o emprego operativo do sistema “Radar Warning Receiver” (RWR) das aeronaves AF-1B/C. Esse sistema tem a finalidade de alertar o piloto sempre que detectar ruídos eletromagnéticos característicos de ameaças previamente programadas na biblioteca de missão.
 
O ensaio contou com a participação de representantes do Grupo de Fiscalização e Recebimento das Aeronaves AF-1, Embraer e Centro de Guerra Eletrônica da Marinha (CGEM), além do emprego das aeronaves monoplace e biplace (N-1008 e N-1022) do 1° Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (EsqdVF-1). Na ocasião, foram analisados na estação de solo específica do sistema “Post Mission Data Analyser” (PMDA) os dados coletados em voos, que resultaram na constatação do desempenho operacional satisfatório e qualificação para utilizar o sistema.
 
O ensaio teve duas metas específicas: o teste de funcionamento do sistema RWR em voo e a avaliação da biblioteca de ameaças desenvolvida pelo CGEM especificamente para o RWR das ANV AF-1B/C modernizadas. A biblioteca de ameaças é o sistema central do RWR. A continuidade do emprego das aeronaves AF-1 B/C em conjunto com o radar ARTISAN 997 do Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico” contribuirá para o continuado aperfeiçoamento da biblioteca de ameaças com a manutenção do elevado grau de sinergia entre o CGEM, o EsqdVF-1 e o Capitânia da Esquadra, no sentido de potencializar a capacidade de identificação das aeronaves hostis. A grande mobilidade dos AF-1B/C aliada a uma enriquecida biblioteca de ameaças focada na interoperabilidade com os diversos meios da Esquadra colocam a Marinha do Brasil em um patamar mais elevado na Guerra Eletrônica, o que contribui para o alarme aéreo antecipado, implicando em ganho de capacidades nas operações com meios navais e de fuzileiros navais.

Compartilhe: