
Antigo Ministro da Marinha Almirante de Esquadra Karam
rememorou sua passagem pelo “Bauru” entre os anos de 1945 e 1946
Reverenciando a história da Marinha, do Brasil e do mundo, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM) comemorou, em 15 de agosto, os 75 anos de incorporação do Contratorpedeiro de Escolta “Bauru” — que teve participação essencial durante a Segunda Guerra Mundial e, hoje, é um navio museu aberto à visitação pública no Espaço Cultural da Marinha (ECM), local da cerimônia.
Lida pelo Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Vice-Almirante (RM1) José Carlos Mathias, a Ordem do Dia alusiva ao 75º aniversário do “Bauru” na Marinha do Brasil (MB) rendeu homenagem à sua rica história, com mais de 295 mil milhas náuticas navegadas ao longo dos seus 37 anos, seis meses e 16 dias no Serviço Ativo, até mais de 37 anos como navio-museu, inaugurado em 21 de julho de 1982.
O texto recordou a origem como USS McAnn na Marinha norte-americana, sua transferência dos Estados Unidos da América ao Brasil e participação na Segunda Guerra Mundial, incorporado à Força Naval do Nordeste, em missões de escolta a comboios e apoio ao serviço aéreo de evacuação das tropas aliadas vindas da Europa. Destacou também atuação do “Bauru” pós-guerra como contratorpedeiro e, depois, como aviso oceânico, totalizando 1.423 dias de mar.

Antigos Comandantes, encarregados e tripulantes do Bauru em foto oficial,
junto ao navio, por ocasião de seu 75º aniversário de incorporação à Marinha do Brasil
Entre os ex-Comandantes e ex-tripulantes do “Bauru” que prestigiaram a solenidade, destaca-se a presença do antigo Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra Alfredo Karam, tripulante entre 1945 e 1946; e do engenheiro Leizer Lerner, da primeira turma do Centro de Instrução de Oficiais para a Reserva da Marinha, que cumpriu estágio como Guarda-Marinha, em 1953, a bordo do contratorpedeiro; além do Secretário Municipal de Cultura de Bauru-SP, Luiz Ricardo Ferreira, representando o prefeito da cidade do interior paulista que empresta seu nome ao navio. Estiveram também presentes ex-encarregados do “Bauru”, já na condição de navio museu, antigos diretores da DPHDM, autoridades militares, e representantes de instituições culturais, da comunidade marítima e de empresas parceiras da diretoria.
