
Vice-Almirante Mathias, professor Arnaldo Niskier
e Almirante de Esquadra Karam visitaram o passadiço do Bauru
No dia 30 de agosto, o professor doutor Arnaldo Niskier, ocupante da cadeira 18 da Academia Brasileira de Letras (ABL), revisitou o passado a bordo do Navio-Museu “Bauru”, atração histórico-cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM).
O acadêmico e Segundo-Tenente Niskier é um dos mais antigos “homens do mar” vivos que navegaram no Contratorpedeiro de Escolta (CTE) “Bauru”. Pertencente à turma de 1956 do Centro de Instrução de Oficiais para a Reserva da Marinha (CIORM), ele realizou a viagem de adestramento para alunos em julho daquele ano, indo do Rio de Janeiro-RJ até os portos de Recife-PE e Salvador-BA, totalizando, no regresso, 2.266,9 milhas náuticas navegadas em nove dias e meio de mar.
Acompanhado pelo ex-Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra Alfredo Karam, tripulante do “Bauru” entre 1945 e 1946, e do Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Vice-Almirante (RM1) José Carlos Mathias, o professor Niskier percorreu diversos compartimentos do contratorpedeiro, memorando episódios nele vividos, como aluno do CIORM. Além disso, revelou sua grata satisfação pela transformação do “Bauru” em navio-museu, em cuja cerimônia de inauguração, em julho de 1982, esteve presente, como Secretário Estadual de Educação e Cultura do Rio de Janeiro à época.

Entusiasta da educação, o acadêmico Niskier (ao centro) posou para foto
com alunos de um colégio da Baixada Fluminense que visitavam o navio-nuseu
O Navio-Museu “Bauru”
Aberto à visitação pública no Espaço Cultural da Marinha (RJ), o Navio-Museu “Bauru” completou, em agosto de 2019, 75 anos de sua incorporação à Marinha do Brasil (MB). Construído nos Estados Unidos da América, o Contratorpedeiro de Escolta USS McAnn foi incorporado a US Navy em 1943 e transferido para a Marinha do Brasil em 1944, sendo rebatizado como “Bauru”, em alusão ao rio que dá nome à cidade paulista.
Entre as missões do navio, destacam-se as operações de caça antissubmarino e escolta a comboios durante a Segunda Guerra Mundial. Após sua baixa do Serviço Ativo, foi reformado para retomar seu aspecto durante o conflito, tornando-se o primeiro navio-museu da Marinha, assim inaugurado em 21 de julho de 1982.
