
Nos dias 24 e 25 de maio, o Comando de Operações Navais (ComOpNav) participou do workshop de integração entre a Petrobras e as Forças Armadas, no Rio de Janeiro (RJ). O evento foi promovido pela empresa com o objetivo de melhorar os processos que envolvem as operações de emergência do transporte aéreo offshore, em especial os eventos que desencadeiem a atividade de busca e salvamento (SAR).
Para isso, a Petrobras reuniu especialistas da Marinha do Brasil (MB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), a fim de promover o intercâmbio de conhecimentos, o compartilhamento de tecnologias e os recursos disponíveis que, eventualmente, possam ser empregados nas respostas a emergências aeronáuticas no mar.
O ComOpNav realizou a apresentação sobre a atuação do serviço de Busca e Salvamento da MB, o Salvamar Brasil. Na ocasião, o Encarregado da Divisão de Patrulha Naval Socorro e Salvamento, Capitão de Mar e Guerra, da reserva remunerada, José de Oliveira Coutinho, abordou aspectos voltados para a estrutura nacional do Salvamar, dentre eles, a interação com as estruturas regionais, os sistemas utilizados, os meios empregados e as estatísticas sobre os eventos SAR. “Grande parte dos acidentes seriam evitados apenas com o uso de coletes salva-vidas, por exemplo”, declarou.
A MB foi representada, ainda, pelo Comando do 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino, que apresentou as características das aeronaves da MB empregadas em casos de acionamento do SAR, e pelo Centro de Hidrografia da Marinha, que contextualizou o emprego dos sistemas na previsão meteorológica nesse tipo de operação.
O Gerente de Segurança e Competência Técnica em Aviação da Petrobras, Felipe Heringer, afirmou que a iniciativa voltada à realização do evento surgiu dos esforços das análises de risco em evitar fatalidades. Segundo o gerente, existem muitos recursos e conhecimentos disponíveis, o que faltava era conhecer e integrar os órgãos envolvidos. “Para nós, a Marinha é extremamente estratégica, pois grande parte das nossas operações é realizada no mar. Ela tem os navios, aeronaves e o mais importante, possui a doutrina da operação no ambiente offshore”, afirmou.
