CIAAN realiza 1º Curso Especial de Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento

15/10/2021
 
Aluno lançado ao mar por aeronave do EsqdHS-1 durante exercício
 
O Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN) realizou o primeiro Curso Especial de Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento (C-Esp-TAR-SAR), voltado para capacitar militares a desempenharem tarefas atinentes à atividade SAR a partir de aeronaves, visando à salvaguarda da vida humana e o recolhimento de materiais de interesse da Marinha no mar.
 
O elevado grau de dificuldade para o militar ser aprovado como um Tripulante Aéreo de Resgate (TAR) pode ser observado pela elevada taxa de atrição quando, dos 51 candidatos, apenas 21 obtiveram êxito no processo seletivo, sendo que somente sete alunos conseguiram formar.
 
O curso é dividido em três fases, cuja primeira consiste na adaptação, onde os alunos são submetidos a intensa capacitação física para a atividade de Busca e Salvamento (SAR), e aos fundamentos para a realização de missões de busca e salvamento.
 
Aluno do C-Esp-TAR-SAR em exercício de resgate
 
 
Na segunda fase, conhecida como fase técnica, os alunos realizam Salvamento Aéreo Aquático, operações com guincho na água; Salvamento em Altura, que contou com apoio do Grupamento de Operações Aérea do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro; Atendimento Pré-Hospitalar para Operadores SAR, ministrado pelo Centro de Medicina Operativa da Marinha; além de instruções sobre: Equipamentos de Apoio, Operações com Aeronaves, Sobrevivência, Busca Marítima e Terrestre. Esta fase contou com as visitas técnicas no SALVAMAR Brasil, no 3º/8ºGAv da Força Aérea Brasileira (Esquadrão Puma), no Instituto Médico Legal e no Centro de Instrução de Aviação do Exército.
 
Na terceira fase, ou fase operacional, os alunos colocam em prática os conhecimentos adquiridos, nos exercícios de: busca em ambiente de selva, pernoite isolado, planejamento e execução de missão SAR, salvamento de múltiplas vítimas e recolhimento utilizando os métodos de extração aprendidos.

 

Fonte: Centro de Comunicação Social da Marinha