
O ajudante da Capitania Fluvial do Rio Paraná, o Capitão de Corveta Pablo Carvalho Felix Nascimento, acompanhou a retirada final da balsa
Entre os dias 4 e 7 outubro, a Capitania Fluvial do Rio Paraná (CFRP) acompanhou o resgate da balsa “Slaviero”, que naufragou em julho de 2016 na margem esquerda do rio Piquiri, limite entre os municípios de Guaraniaçu e Campina da Lagoa, centro-sul do Paraná. A embarcação emergiu com o uso de flutuadores internos e externos, e em seguida, foi retirada lentamente para fora da água com o uso de cabos de aço e máquinas. O serviço começou no dia 1º de outubro e a balsa foi colocada em terra no dia 6.
O casco e a superestrutura geram aproximadamente 32 toneladas de carga, porém a embarcação contava com o peso de pedras e sedimentos sobre o convés e nos compartimentos internos. A declividade acentuada do terreno na margem do rio prejudicava ainda mais o tracionamento da embarcação.
O ponto do resgate tem uma distância de 265 quilômetros da sede da CFRP em Foz do Iguaçu, no Paraná. O salvamento aconteceu sem incidentes e a equipe de militares da Marinha do Brasil não registrou sinais de poluição hídrica no local. Durante o resgate, realizado por empresas contratadas pelo proprietário da embarcação, foram cumpridas as exigências estipuladas no plano de salvamento.
A Balsa Slaviero era responsável pela travessia de passageiros e cargas pelo rio Piquiri para quem trafegava pela PR-471, uma rodovia estadual e que não é asfaltada nesse ponto. Um Inquérito Administrativo sobre Fatos e Acidentes de Navegação (IAFN) está aberto na CFRP para apurar as causas do naufrágio.

Serviço de retirada da Balsa Slaviero do Rio Piquiri, no limite entre os municípios de Guaraniaçu e Campina da Lagoa, no centro-sul do Paraná
