Pular para o conteúdo principal

Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro opera Sistema de Vigilância e Informações Passivas em portos

  • Publicado em 09/05/2018 - 16:48
  • Atualizado em 09/05/2018 - 17:07
Compartilhe:

Equipe do VIPP com o arranjo de hidrofones instalado no cais da BACS

O Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), por meio do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e do Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), operam, desde fevereiro, a nova versão do sistema de “Vigilância & Informações Passivas em Portos” (VIPP). O VIPP, inaugurado em novembro de 2016, realiza pesquisas sonar em conformidade com o projeto de desenvolvimento do Sonar Nacional Passivo (SONAP). Seu objetivo inicial foi gerar conhecimento para o setor de pesquisa e atender o setor operativo.

O sistema consiste em um sonar passivo, em que o sensor (arranjo de hidrofones) é instalado em um cais para monitoramento de embarcações e gravação de suas assinaturas acústicas. Os sinais dos hidrofones são pré-processados por um sistema eletrônico de aquisição de sinais e enviados para o CIAMA.

Após mais de um ano de operação e da constatação do grande potencial para coleta de sinais acústicos, o sistema passou recentemente por um up grade, contando com o robustecimento para operação contínua, inclusão da eletrônica nacional de condicionamento de sinais, instalação de câmeras de vigilância e do Automatic Identification System para identificação das embarcações.

O VIPP possibilita a gravação de dados brutos dos hidrofone, ou seja, todos os filtros e pré-processamentos são conhecidos, garantindo a integridade dos dados e possibilitando a coleta de dados em baixa frequência para classificação de contatos.

Tendo em vista que o sistema tem apresentado resultados promissores para composição inicial de um banco de dados acústicos e para realização de adestramentos, o VIPP é hoje o sistema SONAR que permite explorar ferramentas de análise em baixa frequência e classificação de contatos como prelúdio à operação do Flank Array dos submarinos convencionais.

Compartilhe: