Base Naval do Rio de Janeiro conclui migração para o Mercado Livre de Energia

16/01/2020
 
Complexo Naval de Mocanguê
 
Desde o dia 1º de janeiro de 2020, a Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ) é a primeira Organização Militar das Forças Armadas Brasileiras a entrar no mercado livre de energia, no qual grandes consumidores escolhem seu fornecedor.
 
No Ambiente de Contratação Livre (ACL), a BNRJ deixa de estar vinculada ao Ambiente de Contratação Regulada, modelo em que a energia elétrica consumida é adquirida diretamente da concessionária local, passando a ser livre para adquirir energia elétrica de qualquer fornecedor do País.
 
Dentre as vantagens oferecidas neste modelo, estão a não aplicação de custo adicional com bandeiras tarifárias, maior previsibilidade na conta de energia e possibilidade de maior flexibilidade no consumo. Além disso, no ACL a energia adquirida é do tipo incentivada, proveniente de geradores de fontes renováveis, como solar, eólica e de pequenas centrais hidrelétricas e estas fontes incentivadas proporcionam um desconto de 50% na parcela dedutível da fatura da Concessionária de Energia. Com os valores ofertados pela primeira colocada, somado ao desconto na demanda, a previsão de economia para os próximos cinco anos é de:
ANO 2020 – 19%
ANO 2021 – 20%
ANO 2022 – 20%
ANO 2023 – 23%
ANO 2024 – 23%
 
A elaboração de um processo que se adequasse ao perfil de consumo de energia da BNRJ, responsável por atender todo o Complexo Naval de Mocanguê (CNM), foi pioneiro e desafiador. Devido a não ser um local exclusivamente administrativo, o consumo varia sensivelmente de acordo com o período do ano, principalmente em razão da quantidade de navios atracados nos píeres e meios docados no Departamento do Industrial para reparo. As empresas comercializadoras ofereciam um produto que adotava limites de consumo mensal, apresentando maior risco para a Organização Militar. A alternativa foi criar um produto que estabelecesse regras de consumo anual baseado nos últimos anos de consumo, onde a energia faturável será de acordo com o montante consumido no mês, ou seja, a Marinha do Brasil (MB) paga somente o que for consumido.
 
Superadas as dificuldades, este novo processo de aquisição de energia elétrica, somado a outras iniciativas e investimentos em eficiência energética no CNM, resultam na atualização e modernização dos sistemas de alimentação e iluminação, com significativa economia de recursos financeiros a MB.