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Amazul chega aos sete anos com atuação diversificada

  • Publicado em 11/08/2020 - 16:55
  • Atualizado em 11/08/2020 - 17:01
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 O engenheiro nuclear,  Alexander Busse, autor de proposta do projeto de micro reator de potência.
 
Instituída pela Assembleia Geral de Acionistas em 16 de agosto de 2013, a AMAZUL – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. está comemorando o sétimo aniversário de criação, com bons resultados em sua estratégia de buscar novas fontes de receitas, com o propósito de reduzir o nível de dependência do Tesouro. Desde 2019, a AMAZUL vem celebrando negócios com empresas e instituições que trarão a curto e médio prazos novos ingressos. Ao mesmo tempo, alinhada com a política governamental de contenção e ajuste fiscal e seguindo as recomendações da Marinha do Brasil, também está comprometida com a racionalização e redução de gastos.
 
Essa estratégia, contudo, não afasta a empresa de sua missão precípua de promover, desenvolver, absorver, transferir e manter as tecnologias necessárias ao Programa Nuclear da Marinha (PNM), Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e Programa Nuclear Brasileiro. Ao contrário, vem aumentando a cada ano sua participação no PNM e PROSUB, aos quais estão alocados, direta ou indiretamente, cerca de 90% de sua força de trabalho, constituindo-se na maior contribuição da empresa ao esforço da Marinha para alcançar o seu objetivo maior: o submarino de propulsão nuclear (SN-BR).
 
A AMAZUL apoia o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, na gestão dos contratos dos prédios auxiliares do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica e no desenvolvimento e na instalação de equipamentos da seção que abrigará o primeiro reator nuclear de potência nacional. Atua, ainda, no projeto de aquisição e fiscalização da entrega de matéria-prima de ligas de aço especial, de alta resistência, para uso nos componentes das ultracentrífugas de enriquecimento de urânio.
 
Em relação ao PROSUB, auxilia a Coordenadoria-Geral para o Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear na gestão dos contratos relativos a construção dos quatro submarinos convencionais; e nos projetos do Sistema de Gerenciamento da Plataforma e do Sistema Nuclear de Geração de Vapor, estes referentes ao SN-BR.
 
 
Energia elétrica e saúde
A Amazul faz parte do esforço para aumentar a oferta de energia no País. Em agosto de 2019, firmou convênio com a Eletronuclear para atuar no projeto de extensão da vida útil da Usina Nuclear de Angra I.
 
Atualmente, participa da fabricação das ultracentrífugas destinadas às Indústrias Nucleares do Brasil (INB), aplicadas no enriquecimento do urânio usado como combustível nas Usinas Nucleares de Angra. Além disso, estabeleceu uma parceria com a INB para elaborar projeto de ampliação da Usina Comercial de Enriquecimento de Urânio, em Resende - RJ, dentro do programa daquela estatal de expandir a sua capacidade de prover combustível nuclear nacional às Centrais Nucleares.
 
A Amazul também participa de atividades voltadas ao diagnóstico e ao tratamento de doenças como o câncer, dentre outras, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida de milhares de brasileiros. Nesse sentido, atua no Centro de Radiofarmácia do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares em São Paulo, no projeto de Boas Práticas de Fabricação e Obtenção de Registros de Radiofármacos Produzidos Junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, numa parceria com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
 
Um dos projetos estratégicos e de grande alcance social da empresa é o desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro, junto com a CNEN, voltado para pesquisa e produção de radioisótopos a serem aplicados na medicina, na agricultura, na indústria e em testes de materiais. Uma importante função do RMB será a produção nacional dos insumos, atualmente importados, para a fabricação de radiofármacos.

 

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