Museu da Imigração da Ilha das Flores recebe visita dos alunos estrangeiros da Escola de Guerra Naval

Alunos do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores

 

O Museu da Imigração da Ilha das Flores recebeu, em 11 de março, a visita de oito alunos estrangeiros, que vieram para o Brasil como alunos do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores (C-EMOS) da Escola de Guerra Naval (EGN).

 

Essa visita, de iniciativa do Diretor da EGN, é parte de um projeto permanente de divulgação da memória da imigração na Ilha das Flores (exatamente onde funcionou a primeira hospedaria oficial de imigrantes instalada no Brasil), entre a Tropa de Reforço e as instituições de ensino da Marinha do Brasil e universidades civis, que visa proporcionar, de modo particular, aos alunos estrangeiros, o contato com as origens da imigração no Brasil, sensibilizando-os para o tema e buscando uma aproximação com as origens desses alunos e as possíveis coincidências que dela podem advir em relação aos seus antepassados.

 

Esses Oficiais, provenientes da Argentina, da Bolívia, dos Estados Unidos da América, do Equador, da França, da Namíbia, do Peru e da Venezuela, tiveram a oportunidade de conhecer parte da história da imigração no Brasil e as particularidades desse processo imigratório na Ilha das Flores por meio de palestra conduzida no Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores e em cada um dos cinco totens que compõem o roteiro chamado de Museu a Céu Aberto, que retratam a saga dos imigrantes e dos funcionários das hospedarias de imigrantes, que funcionaram na aprazível Ilha das Flores, de 1883 a 1966.

 

O Museu narra essa história da imigração, utilizando-se de cinco arquétipos – pessoas acolhidas na Ilha das Flores durante o período da chamada grande imigração (1890-1914); durante a Primeira Guerra Mundial; a segunda Guerra Mundial; no pós-Guerra e boa parte do período da migração nacional. O ponto de maior interação da visita ocorreu durante os debates sobre os aspectos gerais e as peculiaridades culturais da babel de povos, suas línguas e costumes, que coabitaram uma ilha, na capital do Império brasileiro, da República Federativa do Brasil (até 1960), cada um a seu tempo. Pôde-se perceber que muitos dos nossos hábitos alimentares ainda são motivo de curiosidade por estrangeiros.

 

O Museu da Imigração da Ilha das Flores recebe diariamente o público, das 9h às 13h, inclusive nos finais de semana. Nossos monitores atuam em conjunto com os da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), parceria essa firmada por convênio em 2012.

 

 

Visitantes conhecem a Ilha das Flores

 

História da imigração é apresentada aos alunos