Pular para o conteúdo principal

A DelSSebastiao participa da aposição floral em homenagem ao centenário do naufrágio do Navio Príncipe de Astúrias

  • Publicado em 17/03/2016 - 10:15
  • Atualizado em 17/03/2016 - 10:15
Compartilhe:

Momento do lançamento da coroa de flores em homenagem às vítimas

 

A Marinha do Brasil, por intermédio da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião (DelSSebastiao) realizou, no dia 5 de março de 2016, a bordo do Navio-Patrulha “Gurupá”, a cerimônia alusiva ao centenário do naufrágio do Navio Transatlântico Príncipe de Astúrias, no litoral de Ilhabela (SP).

A solenidade teve início com as palavras do Pastor Felipe Azocar, próximo à Ponta da Pirabura, local onde o navio naufragou em 5 de março de 1916, e contou com a parceria da Marina Igararecê, Yacht Club de Ilhabela, Sportmar Empório Náutico e Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR-Representação Litoral Norte).

Estiveram presentes na cerimônia, além do Delegado da Capitania dos Portos em São Sebastião, Capitão de Fragata Luís Antônio Anidio Moreira, o Prefeito de Ilhabela, Antônio Colucci, o neto de um tripulante sobrevivente, Isidor Prenafeta e o autor do livro “Ilhabela - Príncipe de Astúrias – Um mistério entre dois continentes”, Jeannis Platon.

A referida homenagem teve o propósito de trazer à memória o triste episódio, que ceifou a vida de centenas de tripulantes e passageiros, em uma das maiores tragédias marítimas ocorridas em todo o mundo, a maior no hemisfério sul. O Príncipe de Astúrias foi um navio transatlântico construído para fazer a linha regular de passageiros e cargas entre Barcelona, na Espanha, e Buenos Aires, na Argentina. Era considerado o transatlântico mais luxuoso da Espanha.

 Em 5 de março de 1916, o navio se dirigia ao porto de Santos, fazendo sua sexta viagem à América do Sul. Chovia forte e a visibilidade era baixíssima, durante a madrugada, o navio bateu violentamente na laje submersa da Ponta da Pirabura. Pouco depois o navio estava totalmente submerso. Oficialmente 445 pessoas morreram e apenas 143 sobreviveram, porém, o navio teria centenas de clandestinos que viajavam nos porões. Há a estimativa de que mais de mil pessoas teriam morrido neste naufrágio.

Compartilhe: