
Tripulação que integrou o projeto “Ribeirinho Cidadão"
“Partilhar a vida é a razão deste barco”. A frase é usada para despertar e motivar a tripulação do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Tenente Maximiano”. Composta por uma equipe com mais de 40 militares, a tripulação passou 28 dias longe da família atendendo comunidades ribeirinhas mato-grossenses e sul-mato-grossenses.
O NAsH “Tenente Maximiano” participou da 9ª Edição do projeto “Ribeirinho Cidadão”. Idealizado pela Defensoria Pública e executado junto com o Tribunal de Justiça em parceria com outras instituições, o projeto tem como objetivo principal levar atendimentos de saúde, jurídico e social aos ribeirinhos que vivem às margens do Rio Cuiabá.
A parceria com a Marinha, que aconteceu de 12 a 22 de fevereiro, foi inédita e plenamente satisfatória segundo representantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e da Defensoria Pública.
Para o coordenador do “Ribeirinho Cidadão” no âmbito do Judiciário, Juiz José Antonio Bezerra Filho, o apoio da Marinha engrandece o projeto. “É a presença das Forças Armadas junto com a União fazendo o bem a uma população tão carente e tão necessitada. Só temos a agradecer ao Contra-Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, por ter acreditado, viabilizado a parceria e proporcionado maior inclusão da cidadania aos ribeirinhos”.

Equipes da Marinha e do projeto Ribeirinho Cidadão
Valdina Silva Queiroz, moradora da comunidade Boca das Conchas (MT), diz que a Marinha ajuda os ribeirinhos há anos. “Mesmo diante da crise econômica que até nós sabemos que o país está passando, a Marinha não mede esforços para continuar garantindo auxílio médico, odontológico e social às nossas famílias. Só temos que agradecer”.

Ribeirinhos de Porto Jofre aguardando atendimentos
Durante o projeto “Ribeirinho Cidadão”, a Marinha do Brasil prestou 555 atendimentos médicos, 327 procedimentos médicos, 192 atendimentos odontológicos, 794 procedimentos odontológicos e distribuiu 44.691 medicamentos.

O NAsH é conhecido pela população ribeirinha como o “Navio da Esperança do Pantanal”
Após a realização dessa comissão, nas quais foram necessárias dezenas de abarrancagens e atracações, a tripulação do NAsH “Tenente Maximiliano” regressou ao Comando do 6º Distrito Naval com a certeza do dever cumprido.
