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Comando da 2ª Divisão da Esquadra sedia debate sobre Ameaças Híbridas

  • Publicado em 02/09/2020 - 17:09
  • Atualizado em 02/09/2020 - 17:40
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Chefe do Estado-Maior do ComDiv-2 realiza a abertura do evento
 
O Comando da 2ª Divisão da Esquadra (ComDiv-2) recebeu, em 26 de agosto, oficiais da Escola de Guerra Naval (EGN), do Comando Naval de Operações Especiais (CoNavOpEsp) e do Comando da 1ª Divisão da Esquadra (ComDiv-1) para discutir o conceito de Ameaças Híbridas e suas implicações para a doutrina de Operações Navais.
 
O evento ocorreu na Sala de Reuniões do ComDiv-2, com a participação do Chefe do Estado-Maior do ComDiv-2, Capitão de Mar e Guerra Souza Júnior; do Capitão de Mar e Guerra (RM1) Montenegro, Capitão de Fragata Sasaki e Capitão de Fragata Carlos Macedo da EGN; do Capitão de Fragata Collazo, do CoNavOpEsp, que conduziu a apresentação, e de outros oficiais das organizações militares coparticipantes do evento.
 
Ao longo do debate, evidenciou-se que a percepção das ameaças híbridas depende de uma significativa reformulação de procedimentos, deslocando-se o olhar da perspectiva bélica tradicional, sem negligenciá-la enquanto fator de legitimação institucional, para também absorver uma realidade extremamente complexa. As recentes inovações científico-tecnológicas impactaram a dinâmica dos transportes, das comunicações e das relações humanas como um todo. Em paralelo a essa configuração, surgiram vulnerabilidades de ordem política, econômica, de infraestrutura e cibernética que se estendem por diversos segmentos, sendo as forças militares duplamente atingidas – como utilizadoras de instrumentos e como agentes estatais corresponsáveis pelo combate às práticas criminosas nos seus respectivos campos de atuação ou em colaboração com outros órgãos.
 
Diante desse quadro, o planejamento e a execução das ações navais têm que se adequar às configurações híbridas. Faz-se necessária a integração dos ambientes físico e virtual, o diálogo com agências e organismos estatais ou privados com algum grau de gerência sobre um fator gerador de crise, dentro de uma coordenação sincronizada e suficientemente flexível para se contrapor com eficácia ao potencial fator desestabilizador, antes mesmo que este ganhe notoriedade pública. O Comando da Segunda Divisão da Esquadra tem procurado se reajustar à realidade, revendo procedimentos e táticas e impondo grande relevância na coleta de conhecimentos operacionais para a consecução das missões designadas.

 

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