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Navios da Marinha são capacitados para embarque de contêiner de tratamento de doenças infectocontagiosas, em Belém-PA

  • Publicado em 19/02/2020 - 14:49
  • Atualizado em 19/02/2020 - 14:51
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Embarque do CTDIC no Navio de Apoio Oceânico Iguatemi”
 
No período de 6 a 11 de fevereiro, foi realizado o exercício de embarque do “Contêiner de Tratamento de Doenças Infectocontagiosas” (CTDIC), sob a coordenação do Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN). A atividade ocorreu por meio de ações conjuntas do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, Base Naval Val de Cães e Hospital Naval de Belém - organizações militares subordinadas ao Com4ºDN. O exercício ainda contou, ainda, com presença de representantes do Hospital da Aeronáutica de Belém, que puderam acompanhar o evento, contribuindo para interoperabilidade das Forças Armadas na Amazônia.
 
O treinamento teve como objetivo aperfeiçoar o grau de coordenação das equipes envolvidas e o emprego dos protocolos pela equipe de saúde, a fim de atuar na assistência a pacientes portadores de doenças infectocontagiosas altamente transmissíveis e manter o CTDIC em condições de pronto emprego. O aprimoramento dessa capacidade logística é uma maneira de contribuir com os órgãos de fiscalização sanitária do País no combate a epidemias, principalmente quando o risco é proveniente de embarcações na área de responsabilidade do Serviço de Busca e Salvamento (SAR) do Com4ºDN.
 
O exercício se desenvolveu por intermédio do monitoramento do contêiner por cinco dias, tendo ocorrido pela primeira vez a bordo do Navio de Apoio Oceânico Iguatemi”. Também foram capacitados para o embarque do CTDIC os seguintes meios subordinados ao Com4ºDN: Navio Hidroceanográfico “Garnier Sampaio”, Navio-Patrulha “Bocaina” e Navio-Patrulha “Bracuí”. Dessa forma, os navios vão contribuir para o aprimoramento das ações de manutenção e flexibilidade no transporte do contêiner.
O CTDIC, adaptado como enfermaria, é dividido em três ambientes: uma antecâmara, a enfermaria propriamente dita e um banheiro. Ele possui um mecanismo especialmente desenvolvido para manter uma pressão negativa e só exaurir o ar interior para a atmosfera após ser submetido à filtragem efetiva, impedindo a disseminação do agente infeccioso por aerossóis. Ainda detém um sistema seguro de armazenamento de esgoto, garantindo o isolamento de micro-organismos patogênicos. O contêiner foi projetado para a permanência de um paciente em seu interior por até quatro dias, tempo considerado suficiente para efetuar um resgate na zona SAR.

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