
Acordo de cooperação visa a transformar o CEFAN em centro de referência em treinamento paralímpico
Transformar o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN) em referência no treinamento paralímpico é uma das metas estabelecidas no acordo de cooperação entre a Marinha do Brasil (MB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), firmado no dia 17 de setembro, na sede da organização militar, situada na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro-RJ.
A parceria tem como principais objetivos detectar e desenvolver novos talentos esportivos para o alto rendimento; habilitar e capacitar treinadores paralímpicos; realizar nas instalações do CEFAN as modalidades paralímpicas de natação, tiro esportivo, atletismo e halterofilismo, sendo que essas duas últimas já vêm sendo desenvolvidas com o auxílio da Associação Vencedores Adaptados.
O Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) Alexandre José Barreto de Mattos, reforçou a capacidade do CEFAN para oferecer a estrutura e o apoio necessários ao desenvolvimento de novos talentos. “O CEFAN já vem se preparando e visualizando a possibilidade de ampliação dessa parceria, que agora tem como foco capacitar atletas de alto rendimento. As áreas militares são de propriedade da sociedade e, portanto, devem ser exploradas de forma a oferecer um retorno positivo a essa sociedade. Esse compromisso assumido representa uma forma muito nobre de aproveitarmos este espaço desportivo em sua plenitude”, destacou.
Também esteve presente ao evento o Vice-Presidente do CPB, professor Ivaldo Brandão Vieira, que se disse bastante otimista com os potenciais frutos deste convênio. “O CPB está eufórico com esta parceria, pois a Marinha do Brasil representa muito bem nossos pilares de formação, desenvolvimento e alto rendimento. Portanto, tenho convicção de que colheremos bons resultados no futuro”.
O desempenho que os atletas paralímpicos vêm obtendo no cenário desportivo nacional e internacional pôde ser confirmado recentemente nos VI Jogos Parapan-americanos em Lima, no Peru, quando os atletas brasileiros conquistaram 308 medalhas, sendo 124 ouros.
Uma das medalhistas, recordista no para-panamericano, foi a atleta Tayane Medeiros, que competiu na modalidade de halterofilismo, categoria até 86 quilos. Ela recebeu aplausos do público ao contar um pouco de sua história de vida. “Nasci com má formação congênita e comecei a andar aos cinco anos de idade, após passar por duas cirurgias. Eu não gostava de esportes, nunca pratiquei esporte nenhum, mas ao experimentar pela primeira vez o halterofilismo me apaixonei. Isso tem dois anos, anos esses que mudaram a minha vida. Hoje, acredito mais em mim e as pessoas me olham diferente. Com a estrutura que o CEFAN me oferece, pude alavancar mais resultados e conquistei quatro títulos internacionais e 10 nacionais”, disse ela, que vem se preparando para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
Autoridades civis e militares prestigiaram o evento, que também contou com a presença de cerca de cem jovens integrantes do Programa Forças no Esporte (Profesp) e de 58 atletas paralímpicos, entre eles o ex-atleta e medalhista dos Jogos Olímpicos de Pequim, Claudemir dos Santos, que hoje atua como coordenador do centro de referência no CEFAN.

A atleta Tayane Medeiros ressaltou o quanto o CEFAN vem contribuindo
para potencializar seus resultados
