
Farolete Moronas finalizado em 14 de dezembro
O Serviço de Sinalização Náutica do Noroeste (SSN-9), subordinado ao Comando do 9° Distrito Naval (Com9°DN), finalizou, no dia 14 de dezembro, a reconstrução do Farolete Moronas, situado nas proximidades da margem direita do Rio Amazonas, região do Encontro das Águas, em Manaus-AM.
A reconstrução do sinal náutico iniciou no dia 5 de novembro, com o apoio logístico do Navio Hidroceanográfico Fluvial “Rio Branco”. As atividades ocorreram em área de difícil acesso, em um período do ano caracterizado por altos índices pluviométricos e no início do período de cheia do Rio Amazonas.
O nome Moronas surgiu em referência ao Vapor peruano Morona, que em 1862, subiu o Rio Amazonas sem permissão brasileira, com o intuito de chegar à cidade de Iquitos. O fato chegou a Manaus na noite de 27 de outubro de 1862. O então Capitão-Tenente José da Costa Azevedo, depois Barão de Ladário, foi ao encontro, no “Vapor Inca”, mas retornou com a notícia de que o Morona teria batido e encalhado nas pedras nas proximidades do Puraquequara, cuja a área de pedral, onde está situado o farolete. O navio peruano ficou seriamente avariado, foi apresado e rebocado pela Canhoneira Ibicuhy para Manaus, e depois para Belém.
O Moronas não foi o primeiro farolete a ser instalado na localização e é de extrema importância para a navegação na região, haja vista que, em conjunto com o farolete Jacaré, é utilizado para balizar e orientar uma área com grande quantidade de pedras que afloram na seca e orientam a rota mais segura aos navegantes que demandam este trecho do Rio Amazonas.
Com a ativação do SSN-9 em outubro de 2014, passou à sua responsabilidade a manutenção deste importante sinal náutico. Inicialmente, foram instaladas estruturas provisórias sobre as ruínas, com o intuito de informar ao navegante o perigo existente naquela localização.
Visando à plena normalização deste sinal náutico, foi empreendida uma grande obra, cujo projeto foi realizado pela equipe de engenharia do Com9°DN, contando com o apoio logístico do Navio Hidroceanográfico Fluvial “Rio Branco”.
Assim, foi possível realizar a obra, que contribui para a segurança da navegação na região.

Farolete Moronas na seca em 2010
Fotos: Valter Calheiros e Nuno Cintra
