
Pesquisador realiza o cultivo das células-tronco
Em agosto de 2018, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Biomédicas (IPB) do Hospital Naval Marcílio Dias, após anos de estudo, obtiveram de forma inédita a união de células-tronco mesenquimais, obtidas de tecido adiposo com a membrana amniótica humana, uma matriz biológica rica em colágeno.
Diferente da coleta convencional por medula óssea, o tecido adiposo representa uma fonte considerável de células-tronco mesenquimais de fácil obtenção pela técnica de lipoaspiração. Esse tecido possui propriedades regenerativas e imunomoduladoras que, associadas às ações anti-inflamatória e analgésicas da membrana aminiótica humana, compõe um produto capaz de interagir de forma dinâmica com a pele e restaurar o tecido lesionado.
Desde 2012, o IPB vem investindo em pesquisas no campo da medicina regenerativa, buscando e aperfeiçoando técnicas de bioengenharia para obtenção de um complexo (membrana amniótica+células-tronco) estável, utilizável como possível substituto dérmico no tratamento de feridas radioinduzidas e de difícil resolução.
Os pesquisadores destacam a necessidade por uma busca pela determinação do potencial de auto-renovação deste substituto dérmico e seus mecanismos de ação em feridas de diferentes tipos. Atualmente, o estudo encontra-se na fase pré-clínica com a expectativa de que, em alguns anos, esteja disponível aos usuários do Sistema de Saúde da Marinha, promovendo uma melhora considerável e diminuição no tempo de tratamento dos pacientes.

Avaliação do cultivo das células-tronco mesenquimais
