
Na aula prática, o Capitão de Mar e Guerra (Refº) Miyoshi anota coordenadas de posição relativas à carta da Baía de Guanabara
A Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM) realizou, nos dias 6, 7 e 21 de junho, a primeira edição da oficina “Aprendendo a ler Cartas Náuticas”. Conduzido pelo assessor da diretoria, Capitão de Mar e Guerra (Refº) Hideo de Oliveira Miyoshi, o evento, aberto ao público, apresentou técnicas para interpretação das cartas, bem como os instrumentos bibliográficos que contribuem para a navegação segura.
A oficina reuniu militares e, principalmente, civis — dentre os quais, atletas de remo, velejadores, associados do Iate Clube do Rio de Janeiro, e funcionários do Porto do Rio de Janeiro, do Observatório Nacional e do Museu de Astronomia e Ciências Afins. O objetivo foi promover a atualização e o aperfeiçoamento contínuo dos navegantes.
No primeiro dia, o Capitão de Mar e Guerra (Refº) Miyoshi proferiu, no auditório do Museu Naval, palestra sobre as sinalizações marítimas presentes nas cartas, de modo a auxiliar a navegação. Ele ainda falou sobre navegação astronômica e de que modo uma embarcação deve entrar na Baía de Guanabara.
Nos dias subsequentes, já na Sala de Treinamentos da Biblioteca da Marinha, foram ministradas aulas práticas, tendo como referências as cartas náuticas da costa do Rio de Janeiro, incluindo Ilha Grande, Restinga da Marambaia, Região Oceânica de Niterói, entre outras.
Iniciativa da Biblioteca da Marinha, a oficina “Aprendendo a ler Cartas Náuticas” vai ao encontro do que preconiza a Organização Hidrográfica Internacional (OHI) sobre a importância da divulgação da segurança da navegação em águas interiores e mar aberto — nas áreas de apoio marítimo, pesca e esporte, e recreio.
