
São 395 metros de altitude e uma caminhada íngreme de cerca de duas horas. Mas a deslumbrante vista, em 360 graus, de parte da costa brasileira localizada na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, realmente compensa o esforço físico.
Desde que foi iniciado o projeto de visitação, em março deste ano, as trilhas que levam às ruínas do antigo Farol e ao Farol do Cabo Frio, ambos localizados na Ilha do Cabo Frio, no município de Arraial do Cabo, já receberam centenas de visitantes de várias regiões do País.

Coordenado pelo Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), Organização Militar da Marinha do Brasil responsável pela administração da Ilha do Cabo Frio, o acesso aos faróis faz parte de um Projeto de cunho educacional, desenvolvido com o apoio da Associação Abrigo do Marinheiro, que tem por objetivo apresentar à família naval e a toda a sociedade as riquezas históricas, culturais, ambientais e parte do trabalho científico desenvolvido pelo IEAPM na ilha.
A Ilha do Cabo Frio abriga sítios arqueológicos, diversificada flora e fauna, que são temas abordados durante o trajeto. O passeio também reforça o conceito da Amazônia Azul, contribuindo para a ampliação da mentalidade marítima na população e demonstrando a importância de protegermos as riquezas do oceano e a ele associadas.
Resgate histórico e ambiental
As visitas à Ilha do Cabo Frio ocorrem todas as sextas-feiras e sábados, em trajetos alternados, entre o Farol Novo e as ruínas do Farol Velho com apoio de uma embarcação do IEAPM.

O passeio tem início no Museu Oceanográfico do IEAPM, onde os visitantes conhecem a história do Instituto, recebem informações sobre o trabalho científico realizado, a importância da Amazônia Azul, e ainda podem ver algumas espécies marinhas encontradas na região. Destaca-se a exposição do esqueleto de uma Orca com aproximadamente seis metros de comprimento.
