Museu da Ilha das Flores promove debate sobre imigração no Brasil

Orquestra de Cordas da Grota fez um passeio musical pela história da imigração

Durante a 14º Semana Nacional de Museus, evento anual promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), o Museu de Imigração da Ilha das Flores promoveu, no dia 21 de maio, um debate sobre imigração no Brasil, mais especificamente sobre as pessoas que ingressaram no País pela Ilha das Flores, bem como sobre os migrantes da segunda metade do século XX. O museu está localizado no Complexo Naval da Ilha das Flores, em São Gonçalo (RJ), e é a antiga hospedaria dos imigrantes no século XIX.

Participaram do debate, promovido pelo núcleo de formação de professores, historiadores e pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a ucraniana Krystina Harasyn, que veio da Alemanha para o Brasil com a família (fugindo da Segunda Guerra Mundial) e o cearense Francisco Tavares, que se mudou com a família para o Rio de Janeiro para escapar da seca do Nordeste. Eles personificam a história da imigração para o Brasil e dos movimentos migratórios internos, que serviram, em última análise, para formar a identidade da sociedade brasileira.

A programação histórico-cultural foi encerrada com a apresentação da Orquestra de Cordas da Grota, que fez um passeio musical pela história da imigração na varanda do edifício-sede do Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores. A orquestra conta com mais de 300 alunos e nasceu como um projeto social de iniciativa da professora Otávia Paes Selles, aposentada que dava aulas de reforço na comunidade Grota do Surucucu, em Niterói (RJ). Com repertório de música erudita e clássica, a orquestra já se apresentou em Belize, Costa Rica, Estados Unidos da América, Honduras, Portugal, Nicarágua e Panamá.

O Museu da Imigração da Ilha das Flores é fruto de uma parceria entre a Marinha do Brasil, representada pela Tropa de Reforço, e a UERJ e recebe visitas de alunos, de professores e do público em geral diariamente.

A entrada é gratuita e as visitas são guiadas por monitores da UERJ e da Tropa de Reforço. Na Ilha das Flores, o visitante tem acesso ao Espaço Cultural do Centro de Memória da Imigração e tem a oportunidade de percorrer os cinco totens que abordam aspectos históricos, políticos, culturais e pitorescos da história da imigração na Ilha das Flores.

Mais informações sobre a história e o funcionamento das hospedarias de imigrantes da Ilha das Flores podem ser obtidas no site: www.hospedariailhadasflores.com.br.