Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Rio Xingu”
O Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Rio Xingu”, do Comando do 4º Distrito Naval, realizou a Comissão Hidrográfica III, no período de 15 de março a 20 de abril, nas proximidades da cidade de Macapá (AP), no Porto de Santana, efetuando a sondagem de aproximadamente 270 km² do Rio Amazonas.
A região configura uma importante porta de entrada e saída para a Bacia Amazônica e, assim, possibilita, entre outras coisas, o aumento do poder dissuasório do País, garantindo a navegação do Poder Naval na região amazônica, o incremento da capacidade de controle e segurança do tráfego fluvial e de salvaguarda da vida humana, e ainda possibilita o desenvolvimento e progresso daquela região interligada pelas hidrovias.
Nos dias atuais, a principal via de comércio entre os países é a marítima. Nesse contexto, a segurança da navegação constitui uma das principais atribuições subsidiárias previstas em lei relacionadas à autoridade marítima para a salvaguarda dos interesses nacionais.

Folha de Bordo da baía de Macapá
A presença da Marinha nas bacias fluviais da Região Norte será facilitada pela manutenção dos documentos náuticos atualizados no importante momento de inauguração de uma infraestrutura multimodal de transporte nesta Região, abrangendo a construção das hidrovias que poderão ser utilizadas pelas Regiões Centro-Oeste e Norte para escoamento das suas produções.
Transcendendo o aspecto da cartografia da região Amazônica, de interesse político estratégico, trata-se de programa governamental e intersetorial, que envolve diversas agências estatais de considerável alcance social para os brasileiros, uma vez que ocorre a ampliação da presença do estado junto a populações de regiões desassistidas.
Deste modo, cabe ressaltar que os Avisos Hidroceanográficos Classe “Tocantins” são frutos do Projeto Cartografia da Amazônia, que é gerenciado pelo Ministério da Defesa e tem a Marinha do Brasil como responsável pelo subprojeto de Cartografia Náutica.
