Navio Hidrográfico

 

Função

Tem como função servir como plataforma flutuante capaz de efetuar a coleta de dados batimétricos, oceanográficos e geofísicos, bem como a manutenção de faróis, de forma a contribuir para o apoio à aplicação do Poder Naval, para a segurança da navegação e para o apoio a projetos nacionais de pesquisa.

Meio Naval: H21 - "Sirius"

 

História

O Navio Hidrográfico Sirius - H 21, é o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome, uma referência à estrela alfa da constelação de Cão Maior, a mais brilhante do firmamento. O NHi “Sirius” foi o primeiro navio da Marinha do Brasil especialmente projetado e construído para  o  serviço  de  hidrografia. Encomendado em 27 de abril de 1956, assim como o seu irmão de classe o NHi Canopus - H 22, ao estaleiro Ishikawajima Harima Heavy Industries, em Tóquio, Japão, teve sua quilha batida em 13 de dezembro de 1956, foi batizado e lançado ao mar em 30 de julho de 1957, sendo sua madrinha a Sra. Toshiwo Doko, esposa do presidente da IHI. Foi entregue em 13 de dezembro de 1957 e incorporado e submetido a Mostra de Armamento em 17 de janeiro de 1958, em cerimônia realizada em Tóquio.

O “Sirius” foi o primeiro meio naval em que houve a realização de um pouso a bordo por uma aeronave de asa rotativa em um convoo de um navio da Marinha do Brasil, feito ocorrido ainda na cidade de Kobe, no Japão, em 1957; e o primeiro a ser dotado de aeronave orgânica. Nomes importantes da Marinha do Brasil integraram sua tripulação, entre eles, o ex-Ministro da Marinha na década de 80, Almirante de Esquadra Maximiano da Fonseca, primeiro imediato do “Sirius” e Comandante do Navio no final da década de 50; e o Almirante de Esquadra Júlio de Sá Bierrenbach, renomada personalidade da política nacional entre as décadas de 50 e 80, sendo Presidente do Superior Tribunal Militar na década de 80.