Suboficial-Mor Marinho


Suboficial-Mor Adriano Marinho dos Santos na Mostra de Armamento do Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico”, na Inglaterra

O Suboficial Adriano Marinho dos Santos, carioca de 46 anos, é o Suboficial-Mor do Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico”, Capitânia da Marinha. Ele ingressou na Marinha em 1991. Trabalhou no Contra-Torpedeiro “Pernambuco”, no Porta-Aviões “São Paulo” e serviu na Base de Hidrografia da Marinha em Niterói.

Como praticamente todos os meninos do subúrbio, eu tinha o sonho de me tornar um grande jogador de futebol, ser famoso e ajudar a família. Porém, as dificuldades da vida, como um atropelamento aos treze anos, puseram abaixo essas aspirações. Com o passar dos anos, via que para ajudar em casa deveria fazer uma opção de carreira. Para mim, foi em 1991, quando participei do processo seletivo de ingresso às Escolas de Aprendizes Marinheiros. Comecei a jornada com dezoito anos sem a menor noção do que era estar na Marinha.

Para o Suboficial Marinho, foram inúmeros momentos inesquecíveis na Força.

"Uma das muitas experiências que passei a bordo dos navios da Esquadra foi ainda como Marinheiro, em uma faina arriscada de bujonamento [tamponamento] de uma das caldeiras do Contra-Torpedeiro “Pernambuco” em viagem. Uma faina [trabalho] que exigia coragem, pois abrir uma caldeira que trabalhava com 1200 PSI [pressão] em 24 horas era bastante arriscado. Auxiliei meus superiores na faina e conseguimos colocar o navio para navegar de maneira plena e segura".

Marinho relata a surpresa quando foi chamado para receber a notícia que tinha sido escolhido para fazer parte do grupo de recebimento do PHM “Atlântico” como Suboficial-Mor.

"Foi muita alegria ter sido reconhecido pela Instituição. Foram dias difíceis longe das pessoas que amo, mas valeu a pena, tanto pelo conhecimento adquirido junto à Marinha Britânica, como pela bagagem cultural. Tenho prazer em estar no PHM “Atlântico”. Gosto de fazer meu trabalho e procuro fazê-lo da melhor maneira possível, sendo a ligação do Comando com nossa guarnição. Auxilio nosso pessoal em questões que envolvam o núcleo de assistência social e procuro me envolver em todas as questões que envolvam a guarnição. Sinto orgulho de fazer parte dessa Instituição que cuida de nossa Pátria e faz com que muitos cidadãos tenham dignidade".