Suboficial Luiz Oliveira


Suboficial Luiz Oliveira

 

Imagine passar 1.390 dias em alto mar. Imagine, agora, 21 mil horas de imersão, o equivalente a dois anos e meio embaixo d’agua. Essa é a história do Suboficial Luiz Oliveira. Ao longo dos 30 anos de serviços prestados, o militar ainda contabiliza 2.200 dias de instrutoria em diversos cursos para submarinistas.

Ao ingressar na Marinha, em 1991, o então aprendiz de marinheiro Luiz Oliveira, com apenas 19 anos, desconhecia os desafios que viriam pela frente. Declarado marinheiro no mesmo ano, embarcou no Submarino “Bahia”. “Ali já me apaixonei pela especialidade de operador de sonar e pela subespecialidade submarinista. Como o Submarino 'Bahia' era da Classe 'Guppy' e servi nele, então, eu gosto de ser intitulado de 'guppyano'. São poucos os militares da ativa que serviram nele”, conta Luiz Oliveira.

O jovem apaixonado pela carreira também serviu nos submarinos "Tamoio", "Tapajó" e "Timbira". “Ser ‘marinheiro até debaixo d’água’ é provar, por absoluto, profundo conhecimento profissional, técnica apurada, boa higidez e moral elevada. A adaptabilidade a condições de desconforto de qualquer natureza, um acurado espírito cooperativo e camaradagem são habilidades desenvolvidas que terminam por nos fazer um tanto destemidos na presença do risco”, explica.

Engajado em diversas comissões, em 1997, participou da Operação "Linked Seas", da OTAN, entre a costa portuguesa e o Estreito de Gibraltar. Em 4 de julho de 1999, partiu do Rio de Janeiro (RJ) com destino à Base Naval de Roosevelt Roads, em Porto Rico, e Port Canaveral, nos EUA, iniciando, assim, sua participação
nas Operações "Keyport" e "Endurance 99". Nessas comissões foram realizados exercícios submarino x submarino com o USS Hampton - SSN 767, em três dias ininterruptos de operações com aeronaves A/S P3C Orion no Atlântico Norte e Caribe. Essa foi a primeira oportunidade em que um submarino brasileiro ficou
sob o controle operacional do Comando da Força de Submarinos do Atlântico (da US Navy). Em 30 de outubro de 1999, após 119 dias de comissão, mais de 80 dias de mar e 1.495 horas de imersão, Luiz Oliveira retornou ao Rio de Janeiro.

“Eu, que tenho cerca de dois anos e meio mergulhado, estou convicto que evoluímos muito, principalmente, devido à construção de novos submarinos convencionais com propulsão nuclear. Certamente, vamos melhorar ainda mais a permanente prontidão da Força de Submarinos, para bem cumprir a sua missão em respaldar os interesses do Brasil e proteger a Amazônia Azul”, afirma.

Atualmente, servindo no Comando da Força de Submarinos, não mede esforços para continuar colaborando com a Marinha na implantação e nos testes dos novos submarinos.