Primeiro-Tenente Fuzileiro Naval Débora

Tenente Débora durante patrulha no Haiti em 2017

 

“Tenho muito orgulho do meu trabalho, principalmente por causa do pioneirismo alcançado no Corpo de Fuzileiros Navais”

Primeira mulher a ingressar no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) como combatente, Débora Ferreira de Freitas Sabino, a Tenente Débora, é carioca e serve atualmente no Batalhão de Comando e Controle no Complexo Naval da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, e exerce a função de ajudante de Pessoal. Aos 36 anos de idade, vive sua primeira experiência com a maternidade: o bebê, um menino, esperado para agosto de 2019.

Tenente Débora à espera do primeiro filho

“A gravidez é um momento único que estou vivendo, é uma mistura de muitas emoções. Quando descobri a gravidez, estava em missão na Intervenção Federal no Rio de Janeiro, foi uma surpresa. Apesar de algumas restrições, continuo com as tarefas administrativas, mas não muda em nada a vibração e o orgulho de pertencer ao CFN”.

Débora ingressou na Marinha do Brasil em 2004, por meio do concurso para Sargento Músico, em busca de estabilidade financeira e influenciada por seu irmão, que é Sargento na Marinha. Logo, ela foi em busca de mais, e decidiu seguir a carreira no oficialato. Prestou o concurso para oficial do Corpo de Fuzileiros Navais e se tornou a primeira mulher combatente da Marinha do Brasil.

“Ser militar da Marinha para mim significa a realização de um sonho. Ser integrante dessa Instituição tão importante é uma grande honra. Tenho muito orgulho do meu trabalho, principalmente por causa do pioneirismo alcançado no Corpo de Fuzileiros Navais”.

A Tenente Débora destaca a missão no Haiti como um “divisor de águas” na carreira e na vida pessoal.

“Exerço meu trabalho em missões, Operações de Garantia da Lei e da Ordem, instrutoria e outras tarefas, mas o que mais me marcou até hoje, com certeza, foi a participação na Missão do Haiti, no 25˚ Contingente. Servir naquele país foi uma experiência ímpar, principalmente por causa do trabalho diretamente com a população local logo após a passagem do furacão Mattew. A ajuda humanitária foi essencial para prestar a assistência necessária aos atingidos. O trabalho com as crianças haitianas, em meio a tanto sofrimento, também foi uma experiência que eu nunca irei esquecer”.