PROANTAR promove acampamento científico internacional na Antártica
PROANTAR
Em continuidade às atividades planejadas para a OPERANTAR XLIII, no dia 12 de janeiro de 2025, data em que o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) completou 43 anos desde a sua criação, foi lançado um acampamento científico na Ilha Snow Hill (Latitude 64°20’ S / Longitude 056°54’ W), localizada no Mar de Weddell, cerca de 300 quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).
O apoio foi realizado pelo Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, subordinado ao Grupamento de Navios Hidroceanográficos (GNHo), utilizando-se do helicóptero UH-17 do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral para o transporte dos pesquisadores e do montanhista, além do material (cerca de 4.000 kg e 15 m³).

Em Snow Hill, estão acampados seis pesquisadores, sendo cinco pesquisadores do PROANTAR e um do Instituto Antártico Chileno (INACH). Do PROANTAR, o projeto PALEOANTAR (Paleobiologia e Paleogeografia do Gondwana Sul: Interrelações entre Antártica e América do Sul, do Museu Nacional do Rio de Janeiro) da UFRJ, busca fornecer dados sobre a biota do passado para estabelecer as relações entre diversos aspectos da Península Antártica e a América do Sul. Já o projeto PALEOCLIMA-2, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, promove um estudo multidisciplinar que visa reconstruir, em alta resolução temporal, a evolução paleoclimática e paleoceanográfica da Península Antártica durante o Cretáceo tardio. Já a pesquisadora do INACH, com semelhante linha de pesquisa paleoclimática e paleoceanográfica, também poderá exercer suas atividades de campo nessa região.

A parceria, de longa data, com o INACH reforça os laços de cooperação internacional entre o Brasil e o Chile, coadunando com os preceitos do Tratado da Antártica, regido pela liberdade científica e o espírito de cooperação entre os seus países-membros. Essas atividades de pesquisa de alta qualidade garantem aos países a posição como membros consultivos do referido Tratado, com direito a voz e veto junto a outras nações que decidem o futuro da Antártica.
