Desde 1982 o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) promove, de forma multidisciplinar e interinstitucional, atividades de pesquisas na Antártica. O desenvolvimento de pesquisas naquela região garante ao Brasil a condição de Membro Consultivo do Tratado da Antártica, assegurando assim o direito de participar plena e ativamente das decisões sobre o futuro do continente durante as Reuniões Consultivas do Tratado (ATCM, na sigla em inglês).
A aquisição de dados, bem como a coleta e o processamento de amostras, acontecem tanto na Estação Antártica Comandante Ferraz quanto a bordo dos navios NApOc Ary Rongel e NPo Almirante Maximiano, nos refúgios mantidos pelo Brasil na região da Península Antártica, nos módulos Criosfera 1 e Criosfera 2, e nos acampamentos remotos instalados pelo PROANTAR em sítios de difícil acesso. Também são desenvolvidas atividades em bases estrangeiras, através da cooperação entre os diversos programas antárticos nacionais, prevista e amplamente incentivada no âmbito do Sistema do Tratado.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é o responsável por selecionar, periodicamente, com base nos méritos científicos, os projetos de pesquisa que irão participar das OPERANTAR durante determinado período de tempo.
Dessa forma, em maio de 2023, o CNPq lançou a Chamada Pública nº 08/2023, com o objetivo de apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados à Antártica, no âmbito do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Em consonância com as diretrizes do CONAPA e do SCAR, tal iniciativa está alinhada ao Plano Decenal para a Ciência Antártica (2023–2032), que organiza a pesquisa brasileira nos seguintes eixos estratégicos:
- Gelo e Clima;
- Biodiversidade Antártica;
- Oceano Austral;
- Geologia e Geofísica;
- Alta Atmosfera;
- Ciências Humanas e Sociais; e
- Saúde Polar.
A chamada contemplou seis linhas temáticas que dialogam diretamente com esses eixos, abrangendo desde estudos ambientais e oceanográficos até aspectos sociais, de saúde e de comunicação científica, tendo selecionado 29 projetos de pesquisa, que devem apresentar caráter multidisciplinar, consistência metodológica, relevância estratégica, plano de divulgação científica e planejamento logístico compatível com as Operações Antárticas. Os projetos aprovados poderão ter duração de até 48 meses, contribuindo para o fortalecimento da ciência antártica brasileira e para a manutenção do país como membro consultivo do Tratado da Antártica.
Saiba mais em: https://www.gov.br/cnpq/pt-br/chamadas/todas-as-chamadas/chamadas-2023/…
