PNBOIA

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   Obter e disponibilizar à comunidade, dados meteorológicos e oceanográficos, nas áreas oceânicas de interesse do Brasil, com os seguintes objetivos específicos:

  1. Manter uma rede de boias meteoceanográficas de fundeio;

  2. Manter uma rede de boias de deriva;

  3. Ampliar a sua rede de coleta de dados a partir das necessidades na coleta de dados; e

  4. Operacionalizar um sistema de transmissão, processamento e divulgação dos dados.

 

       CRIAÇÃO DO PROGRAMA

       O PNBOIA foi implementado a partir de dois subprogramas complementares de boias, em face da extensa área de responsabilidade do Brasil, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), para efeito de monitoramento e previsão do tempo, assim como os fenômenos meteorológicos e oceanográficos e dos regimes climáticos observados no Brasil:

  1. Boias de deriva (sistema de coleta de dados lagrangeano): uma rede de derivadores rastreados por satélite, que deverão cobrir grande parte do Atlântico Sul e Tropical. Parâmetros coletados: temperatura da superfície do mar, corrente superficial, pressão atmosférica e vento na superfície do mar.
  2. Boias de fundeio (sistema de coleta de dados eulereano): uma rede de boias de fundeio fixas rastreados por satélite, que deverão cobrir grande parte do Atlântico Sul e Tropical, com o objetivo de monitorar fenômenos atmosféricos, tais como linhas de instabilidade, ciclones tropicais, ondas de Leste, zonas frontais, ciclones extra-tropicais, além de dados oceanográficos sobre correntes, ondas de Kelvin e Rossby equatoriais e distribuição de temperatura e salinidade. Parâmetros coletados pelos sensores das boias: temperatura da superfície do mar, corrente superficial, pressão atmosférica, direção e intensidade do vento de superfície, temperatura do ar, umidade relativa do ar, radiação solar, perfil vertical de temperatura do mar, condutividade (salinidade) e direção, altura e período das ondas.

 

        Clique Aqui para acessar o Plano Nacional de Trabalho do PNBOIA.

 

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  A coleta de dados através do programa implica no aperfeiçoamento dos serviços de meteorologia e oceanografia do Brasil, beneficiando diretamente os seguintes setores: Defesa Civil; Agricultura; Zona Costeira; Recursos Vivos; Validação de Dados de Satélites; Atividades da Indústria do Petróleo e de Meio Ambiente; Instalações Offshore; Portos e Estruturas Costeiras; Transportes Marítimos; Segurança da Navegação e Salvaguarda da Vida Humana no Mar. O programa contribui diretamente para as seguintes atividades:

 

  • Descrever e entender a variabilidade e previsibilidade do sistema climático em diferentes escalas espaço-temporais;
  • Fornecer dados para a previsão numérica de tempo e clima;
  • Descrever e prever as condições de meteorologia marinha e da superfície do oceano de forma que qualquer operação no mar possa ser eficiente e segura;
  • Detectar e avaliar a importância dos efeitos das mudanças climáticas nas condições oceânicas;
  • Fornecer dados para preservar e restabelecer ecossistemas, costeiros e marinhos e para programas de gerenciamento costeiro;
  • O gerenciamento de recursos marinhos para o uso sustentável; e
  • Melhorar a previsão e a pronta resposta a catástrofes naturais, decorrentes de fenômenos meteorológicos marinhos extremos.

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  • SECIRM - Secretaria da Comissão Interministerial de Recursos do Mar
  • CHM - Centro de Hidrografia da Marinha
  • INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
  • FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • IOUSP - Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo
  • MMA - Ministério do Meio Ambiente
  • IEAPM - Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira
  • PETROBRAS - PETROBRAS

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  • 1996: Constituição de um grup especial de trabalho formado por especialistas da área de meteorologia e oceanografia para preparar as diretrizes para o programa nacional de boias no Brasil;
  • 1997: Apresentação do documento final do Programa Nacional de Boias (PNBOIA) para o Comitê Executivo do Programa Piloto para o GOOS Brasil. Este documento foi aprovado pelo governo na 133ª Sessão da Comissão Interministerial para os Recusos do Mar, em 30 de abril de 1997, por meio da Resolução n°001/97;
  • 9-maio-1997: Durante a segunda Sessão Extraordinária da Comissão Executiva para o GOOS Brasil o PNBOIA tornou-se uma atividade oficial do Program Piloto GOOS Brasil;
  • 10-out-1998: Aprovação da criação do Subcomitê de Gerenciamento do Programa Nacional de Boias (PNBOIA) pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). A Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) foi designada para coordenar todas as atividades referentes ao desenvolvimento do PNBOIA;
  • 27-dez-1999: O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) passou a coordenar as atividades ligadas ao PNBOIA;
  • Dezembro 1999: Aquisição da primeira boia do PNBOIA;
  • Agosto de 2000: Lançamento da primeira boia do PNBOIA, na costa do Rio Grande do Sul;
  • 2009: aquisição de 4 novas boias para o PNBOIA, com a expansão da rede para toda região SUL/SUDESTE, com o lançamento de boias em Santa Catarina, Santos e Cabo Frio;
  • 2010 e 2011: Aquisição de mais três boias novas;
  • 2012: Expansão da rede de boias para o o nordeste brasileiro, com lançamento de boias na Bahia e em Pernambuco;
  • 2013: Incorporação ao PNBOIA da boia do Projeto SIODOC, do IEAPM, que ficou fundeada até o ano de 2015 na região costeira de Cabo Frio;
  • Setembro de 2014: Lançamento de uma nova boia do PNBOIA na baía de Guanabara;
  • Outubro de 2015: Lançamento de uma nova boia do PNBOIA na região costeira do Espírito Santos; e
  • Novembro de 2016: Lançamento de uma nova boia do PNBOIA na região costeira do Ceará. Após este acontecimento, o Programa Nacional de Boias atingiu o seu recorde operacional, com 9 boias em operação simultânea ao longo da costa brasileira.