Dúvidas Frequentes

Perguntas

Existem outras instituições que fornecem dados maregráficos?

As instituições extra Marinha do Brasil que fazem coleta de dados maregráficos são o IBGE, VALE, a Praticagem de São Paulo e Epagri. No estado de Santa Catarina, o contato deverá ser feito com a EPAGRI através do telefone (48) 3665-5000. A lista de Sites Relacionados apresentam algumas instituições que fornecem dados marinhos nacionais e internacionais.

Qual o nível de redução dos dados maregráficos observados?

Os dados enviados ao cliente forem dados observados, os mesmos estão referenciados ao zero da régua; se forem previsão de maré, os mesmos estão referenciados ao NR. Normalmente esses
dados constam na F-41 da Estação, disponível em https://www.marinha.mil.br/chm/estacoes-maregraficas .

O CHM disponibiliza dados de altura fluviométrica?

Não, o CHM somente disponibiliza e atualiza as Fichas Fluviométricas (F-43) no site do CHM que provém de algum LH cujo relatório tenha sido enviado para análise do CHM. O endereço para acesso as fichas é https://www.marinha.mil.br/chm/estacoes-fluviometricas . A Agência Nacional de Águas (ANA) é responsável pela coordenação das atividades da Rede Hidrometeorológica Nacional, composta por mais de 4.000 estações, que monitoram o volume de chuvas, o nível e a vazão dos rios, a quantidade de sedimentos, a evaporação e a qualidade das águas. A ANA disponibiliza esses dados nos seguintes sistemas:
• Hidroweb (banco de dados com todas as informações coletadas pela Rede Hidrometeorológica) - http://www.snirh.gov.br/hidroweb/apresentacao
• Telemetria (dados hidrológicos em tempo real coletados pelas estações denominadas Plataformas de Coletas de Dados - PCDs, transmitidos pelos satélites brasileiros SCD e CBERS) - http://www.snirh.gov.br/hidrotelemetria/Mapa.aspx
• Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos – SNIRH - http://portal1.snirh.gov.br/ana/apps/webappviewer/index.html?id=e1abba60063d4c13a5594c5c8b4cba51

Os dados batimétricos podem ser acessados?

Os dados de batimetria abertos ao público, ou seja, os que não possuem nenhuma restrição de propriedade intelectual estabelecida pela NORMAN-25, estão disponíveis para acesso na IDEM-DHN ou através do e-mail (linhas de aquisição pelo projeto LEPLAC). Maiores informações sobre acesso podem ser encontradas em https://www.marinha.mil.br/chm/bndo/acesso

As cartas náuticas são pagas?

Dentre os produtos relacionados a cartografia náutica existem as cartas em formato geoTIFF que podem ser acessadas pela IDEM-DHN ou através do site em https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-segnav/cartas-raster . Este produto não deve ser utilizado para navegação, para esse fim recomenda-se a utilização de cartas eletrônicas ou em papel.
O Centro de Hidrografia da Marinha, não disponibiliza para download arquivos de cartas náuticas eletrônicas (Electronic Navigational Chart – ENC). As cartas náuticas eletrônicas (ENC) são
disponibilizadas exclusivamente por intermédio de distribuidores internacionais dos Centros de Coordenação Regional / Regional ENC Coordination Centres (RENC): International Centre for ENC’s
(IC-ENC), operado pelo Serviço Hidrográfico do Reino Unido (www.ic-enc.org). Já as cartas náuticas em papel comercializada pela EMGEPRON.
Quaisquer dúvidas, esclarecimentos, ou sugestões sobre esses produtos solicita-se entrar em contato através de e-mail para chm.cartografia@marinha.mil.br .

Posso acessar cartas náuticas antigas?

Sim, as edições de cartas náuticas anteriores, apesar de não terem mais valor para a segurança da navegação e nem comercial, podem ser utilizadas para análise de mudanças geomorfológicas de fundo. Elas podem ser solicitadas por email, conforme orientação do site.
Entretanto, muitas edições não estão disponíveis em formato digital e a digitalização não é realizada por demanda, ficando a critério da necessidade do CHM. Para acessar as cartas náuticas antigas físicas deve ser realizado um agendamento prévio através dos contatos do BNDO, email chm.bndo@marinha.mil.br ou telefone 2189-3115.

Posso acessar Folhas de Bordo?

Os dados do LEPLAC podem ser fornecidos para empresas particulares?

Os dados do LEPLAC, de acordo com a Portaria nº 13/2018 DHN e o Ofício nº 13/2013 da SECIRM, estão disponíveis apenas para pesquisadores brasileiros que comprovem vínculo com instituição de pesquisa ou acadêmica. Empresas privadas que desejam acessar os dados podem fazer, porém não gratuitamente. As solicitações devem ser encaminhadas a EMGEPRON.

Como solicitar dados ao CHM?

Qual o endereço para envio de HD e pendrives?

BNDO - Centro de Hidrografia da Marinha

Rua Barão de Jaceguai S/Nº, Ponta da Armação

CEP 24048-900, Niterói-RJ, Brasil

Empresas e particulares tem acesso gratuito a dados e informações do CHM?

O que são cartas sinóticas?

As cartas sinóticas são mapas meteorológicos contendo o campo de pressão atmosférica representado através de isóbaras; plotagem de dados observados provenientes de estações meteorológicas, boias meteoceanográficas, boias de deriva e navios; e a representação gráfica de fenômenos atmosféricos de escala sinótica, mediante sua ocorrência, tais como: centros de alta e baixa pressão atmosférica; cristas e cavados; sistemas frontais; Zona de Convergência Intertropical; Zona de Convergência do Atlântico Sul; ondas tropicais e ciclones tropicais; e ciclones subtropicais. Elas são produzidas pelo Centro de Hidrografia da Marinha, 2 vezes por dia, as 00:00 e 12:00 HMG.

É possível consultá-la no seguinte endereço eletrônico: https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-cartas-sinoticas/cartas-sinoticas , através do aplicativo Boletim ao Mar (sistema Android) ou na Infraestrutura de Dados Espaciais Marinhos (IDEM-DHN).

 

Onde encontro a legenda para simbologia utilizada em cartas sinóticas?

Qual publicação está relacionada para as atividades de meteorologia marinha?

Quem pode solicitar Boletim de Informações Ambientais?

Tais boletins são emitidos apenas para embarcações e Organizações Militares da Marinha do Brasil. Solicitações realizadas por empresas particulares e pessoas físicas, tanto de condições pretéritas quanto de previsão do tempo, não são atendidas pois tal atribuição não faz parte do escopo do CHM. Nesses casos, o usuário deverá entrar em contato com o Instituto Nacional de Meteorologia a fim de obter as condições para o período/local desejado.

O que é o Almanaque Náutico e onde encontrá-lo?

O Almanaque Náutico fornece elementos essenciais para obtenção da posição utilizando o Sol, a Lua, os 4 Planetas (Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) e as 57 Estrelas usadas em Navegação Astronômica. Além disso, apresenta informações sobre nascer e pôr do Sol e da Lua, passagem meridiana do Sol, da Lua e dos 4 Planetas acima citados, hora e duração dos crepúsculos, tábuas da Estrela Polar, elementos para correção de alturas observadas com o sextante, dados sobre hora legal e fusos horários, cartas celestes, etc. E exemplos de como realizar cálculos. Estão disponíveis para compra no site da EMGEPRON.

O que são Avisos Rádio Náuticos e SAR?

Os Avisos Rádio Náuticos emitidos pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) são mensagens transmitidas aos navios com o propósito de fornecer “informações urgentes”, relevantes à navegação segura, e em atendimento ao estabelecido na Regra 4 do Capítulo V da SOLAS (1974) (alterações no balizamento, operações de embarcações que afetem o tráfego marítimo, entre outros). O CHM tem como tarefa divulgar os Avisos Rádio Náuticos para a área marítima conhecida internacionalmente como NAVAREA V, delimitada por linhas tracejadas, e que é dividida em 7 subáreas denominadas: NAVAREA V (oceânica); Costa Norte, Costa Leste e Costa Sul (costeira); Bacia Amazônica; Hidrovia Paraguai-Paraná e Hidrovia Tietê-Paraná. A NAVAREA V possui uma área aproximada de 10 milhões de km2.
Os “Avisos Rádio SAR” são, portanto, mensagens de “alerta de emergência SAR” ou de “coordenação de busca e salvamento” transmitidas aos navios que se encontram em uma determinada área, em atendimento ao estabelecido na Regra 7 do Capítulo V da SOLAS (1974). Os Avisos Rádio Náuticos e Avisos Rádio SAR, em conjunto com as Informações Meteorológicas, compreendem o que se denomina de “Informações de Segurança Marítima” (Maritime Safety Information - MSI). Desta forma, os Avisos Rádio Náuticos não são transmissões rádio entre embarcações.

Qual o método utilizado para realizar as previsões de maré?

O método harmônico utilizado para obtenção da fase e da amplitude de previsão de maré é o de análise de série de Fourier (Franco, 1997). O detalhamento do método pode ser encontrado no livro do Alte Franco, comercializado pela EMGEPRON (https://cartasnauticasbrasil.com.br/dg-5-mares-fundamentos-analise-e-previs-o.html). A publicação acompanha o CD com o Programa PACMARE, que oferece os módulos de Análise Harmônica e módulo de Previsão de Maré.

Qual o significado das letras C, V, & e M que constam nas Tábuas de Mares disponíveis no site do CHM?

Qual a frequência de coleta de dados nas estações maregráficas da Ponta da Armação e Ilha Fiscal?

Os dados de maré observada desses marégrafos são coletados duas vezes ao mês pelos militares da Seção de Maré, entretanto, os intervalos podem sofrer alterações de acordo com a necessidade e disponibilidade do pessoal.

O CHM fornece a linha de preamar média de 1831?

Não, o que o CHM pode fornecer é a previsão de maré de 1831 para auxiliar na delimitação de terrenos de marinha, porém existem algumas ressalvas:

  •  Ela não é gerada a partir de constantes harmônicas obtidas de observações e nivelamento de régua de 1831. É calculada a partir de observações de altura de maré por períodos curtos e recentes (diferentes períodos para as diferentes estações maregráficas cadastradas no Banco Nacional de Dados Oceanográficos - BNDO, com a possibilidade de ter havido mudanças no padrão de marés nestes 189 anos);
  •  Ela leva em consideração apenas os efeitos astronômicos na maré – não abrangendo os efeitos meteorológicos, que contribuem para o nível d´água real, podendo ocorrer diferenças significativas entre valor previsto e observado; e
  •  Pode-se ter uma variação da linha de costa baseada nas alturas previstas em função dos processos costeiros resultando em uma movimentação natural da linha de costa, com taxa de variação que difere de local para local e por possíveis aterros realizados no local.