Delegação do país andino conheceu o Complexo Naval de Itaguaí, estrutura naval responsável pela construção dos submarinos convencionais (diesel-elétrico) da Classe Riachuelo e do primeiro submarino convencionalmente armado com propulsão nuclear brasileiro.

Comitiva em frente ao Estaleiro de Construção (ESC).
Nesta quinta-feira, 17 de julho, a Marinha do Brasil recepcionou, no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), uma delegação de militares da Marinha do Peru, liderada pelo então Chefe do Estado-Maior da Armada Vice-Almirante Colunge. A visita, de caráter institucional, buscou aprofundar o conhecimento dos convidados sobre o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), uma relevante iniciativa estratégica do setor de Defesa Nacional, fruto da cooperação entre Brasil e França.
A comitiva foi recepcionada pelo Coordenador-Geral do PROSUB, Vice-Almirante Humberto Caldas da Silveira Junior, que apresentou uma visão panorâmica do Programa, destacando os principais marcos alcançados, os avanços na construção dos submarinos convencionais da Classe “Riachuelo”, os processos de nacionalização de equipamentos e sistemas, bem como a contribuição do projeto em prol da consolidação da Base Industrial de Defesa do Brasil.

Vice-Almirante Humberto Caldas da Silveira Júnior apresenta Maquete 3D do CNI.
Na sequência, a comitiva visitou as instalações do Estaleiro de Construção, do Elevador de Navios, a Maquete do Complexo Naval de Itaguaí, o Estaleiro de Manutenção da Ilha da Madeira, o Departamento de Treinadores de Simuladores, finalizando a visita com o embarque no Submarino Riachuelo, primeiro da Classe, que foi incorporado a Marinha do Brasil em setembro de 2022.

Visitantes a bordo do Submarino Riachuelo (S40).
A visita reforçou os laços de cooperação e confiança mútua entre as Marinhas do Brasil e do Peru, evidenciando o potencial de parcerias estratégicas na área de Defesa. Ao conhecer de perto as capacidades tecnológicas e industriais do PROSUB, a delegação peruana demonstrou grande interesse nos avanços alcançados pelo Brasil. O encontro simbolizou mais um passo importante no fortalecimento da integração regional na busca por soluções inovadoras para a segurança marítima no Atlântico Sul e no Pacífico.
