Os benefícios da musculação para a saúde

Enviado em: 06/04/2021

image

A musculação pode ser definida como um tipo de exercício físico realizado com pesos de diversas cargas, amplitude e tempo de contração variáveis, aplicável a pessoas de diversas idades e com diferentes objetivos.

Sua prática é vista por muitos apenas como uma forma de aumentar a massa muscular, no entanto, esse treinamento possui inúmeros benefícios, sendo inclusive capaz de combater a depressão, por exemplo.


Benefícios

A musculação melhora o condicionamento cardiorrespiratório, diminui a quantidade de gordura, auxilia o emagrecimento, diminui o risco de diabetes, aumenta a autonomia em idosos e garante mais disposição física.

O aumento da massa muscular é importante não apenas por uma questão estética: os músculos são responsáveis pelo aumento do metabolismo basal (calorias gastas para manter as funções vitais), por exigirem do organismo um maior gasto energético para sua manutenção.

Por sua vez, manter a musculatura ativa desencadeia a produção de hormônios responsáveis pela queima de gordura, pela sensação de bem-estar e pelo aumento da síntese proteica, aspectos de grande importância ao longo do processo de envelhecimento.


Idosos

No caso dos idosos, o trabalho muscular com pesos é decisivo para a qualidade de vida: serão menores os riscos de quedas com fraturas graves, menores as restrições articulares de movimento e menores os problemas relacionados à atrite e à artrose.

Normalmente, o objetivo principal do praticante de musculação é o ganho de massa magra, e algumas pessoas acreditam que só se consegue um maior volume muscular utilizando cargas elevadas. Entretanto, existem outras formas de manipular as variáveis do treino para torná-lo mais intenso sem aumentar a carga, obtendo resultados igualmente eficazes.


Intensidade

A intensidade é uma das variáveis mais importantes para o controle e manutenção dos resultados do treinamento, mas nada tem a ver com a carga que se utiliza durante as séries, o que é um dos equívocos quando o assunto é treinamento intenso.

Isto significa dizer que, para um planejamento efetivo do treinamento de musculação, deve-se fazer o máximo de repetições que conseguir, independentemente do peso utilizado, desde que não haja prejuízo à técnica correta de execução do exercício.

Por exemplo, ao utilizar um peso “leve” para realizar 20 repetições e não conseguir realizar a 21ª, a intensidade foi máxima. Por outro lado, ao utilizar uma carga elevada e interromper antes de chegar à falha, significa que o treino foi submáximo. Portanto, a intensidade relativa do primeiro caso será maior do que a do segundo, mesmo que a carga seja menor.

A manipulação correta da intensidade é importante para prevenir lesões ou complicações de saúde por excesso de treino, além da mensuração dos resultados de um programa de exercícios.
Em casos em que a carga utilizada está comprometendo a técnica ou o controle da amplitude de movimento e/ou da velocidade de execução, é mais seguro e efetivo priorizar a técnica correta e reduzir a carga, o que irá reduzir tanto as sobrecargas articulares e as compensações posturais, quanto a possibilidade do aparecimento de lesões.


Tempo

Outro ponto diz respeito ao tempo desprendido dentro da academia. Se o praticante passa muitas horas fazendo exercício, ele não treina intenso, e sim volumoso. Intensidade e volume são inversamente proporcionais.

Mesmo sem perceber, o esforço diminui à medida que aumentamos a quantidade de repetições e exercícios a serem realizados, da mesma forma que acontece em uma corrida. Se o percurso for uma maratona, certamente não iremos correr rápido desde o começo. Na musculação a lógica é a mesma. A intensidade de um treino de 1 hora certamente será menor do que a de um treino de 15 minutos.

Esta pequena reflexão sobre a intensidade de treino na musculação tem como objetivo ressaltar que o seu controle é peça fundamental para o sucesso de um programa de treinamento e que ela não está restrita ao aumento da carga.

Qualquer que seja o objetivo, ter em mãos todas as ferramentas para o controle da intensidade é a chave principal para possibilitar a variação dos estímulos aplicados em cada montagem de séries de exercícios e para a busca constante dos resultados almejados.


1T (RM2-T) Vanessa Pontes
Educadora Física
Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes



Veja também: