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Pré-eclâmpsia na gravidez

  • Publicado em 26/02/2025 - 16:43
  • Atualizado em 10/03/2025 - 10:17
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A mídia acompanhou nos últimos meses o quadro de saúde da cantora Lexa, grávida de 6 meses e diagnosticada com um quadro de pré-eclâmpsia precoce. A cantora, que costumava aparecer como rainha de bateria, passou a ter outra prioridade nesse carnaval: a saúde, sua e da sua filha. Entenda o quadro que chamou atenção de todos com o bate-papo com o CT (Md) Leal Guimarães, ginecologista e obstetra do Centro de Medicina Operativa da Marinha.

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Gostaria de saber, primeiramente, a diferença entre eclâmpsia e pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é uma condição que geralmente surge a partir da segunda metade da gestação e é, na maioria das vezes, silenciosa, se caracterizando pelo aumento da pressão arterial, presença de proteína na urina e, em alguns casos, sintomas como dores de cabeça e alterações na visão.

Já a eclâmpsia, por sua vez, é uma evolução da pré-eclâmpsia, na qual ocorrem convulsões
e pode representar um risco à vida da mãe e do bebê, exigindo intervenção médica imediata.

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No caso da cantora Lexa, houve a pré-eclampsia precoce associada à síndrome de HELLP. Essa é uma doença específica da gestação?

No caso da cantora Lexa, que infelizmente cursou com um desfecho fetal desfavorável, o quadro foi de pré-eclâmpsia precoce (pois ocorreu pouco após a metade da gestação) associada à "síndrome HELLP".

Essa síndrome é considerada uma complicação grave e específica da gestação, geralmente associada a casos de pré-eclâmpsia severa. Embora, em alguns casos, ela possa se manifestar no período pós-parto, sua ocorrência está intimamente ligada ao ambiente gestacional.

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Quais são os sinais de alerta dessa condição?

Infelizmente, esta condição pode ter início e evolução rápida, e pouco - ou nada - sintomática.

Os sinais que podem indicar o início de um quadro grave de pré-eclâmpsia ou HELLP incluem:

  • Pressão arterial elevada;
  • Inchaço repentino, especialmente no rosto e mãos;
  • Dores de cabeça intensas e persistentes;
  • Alterações na visão (como visão turva ou pontos brilhantes);
  • Dor abdominal, principalmente no quadrante superior direito;
  • Náuseas e vômitos.

É importante que, ao notar qualquer um desses sintomas, a gestante busque avaliação médica.

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Existem cuidados que a grávida pode ter para evitar a pré-eclâmpsia?

Embora não seja possível prevenir todos os casos de pré-eclâmpsia, algumas medidas podem ajudar a reduzir os riscos:

  • Manter um acompanhamento pré-natal regular, com visitas periódicas ao médico;
  • Controlar a pressão arterial e outros parâmetros de saúde;
  • Adotar uma alimentação balanceada e evitar o ganho excessivo de peso;
  • Praticar atividade física moderada, dentro de suas capacidades e conforme orientação de profissionais de saúde;
  • Ficar atenta aos sinais de alerta e comunicar qualquer alteração ao profissional de saúde.

Esses cuidados colaboram para a detecção precoce e o manejo adequado da condição.

Além destes cuidados, em algumas pacientes com risco aumentado detectado no início da gestação, pode ser indicada a prevenção com medicamentos ao longo da gestação, de acordo com a orientação da equipe médica.

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Existe algum tratamento?

O tratamento da pré-eclâmpsia e da síndrome de HELLP varia conforme a gravidade e a idade gestacional. Em casos menos graves, o manejo pode incluir acompanhamento rigoroso, controle da pressão arterial e repouso.

Já em situações mais severas, pode ser necessária a hospitalização para monitoramento intensivo, uso de medicamentos (como anti-hipertensivos e anticonvulsivantes) e, muitas vezes, a antecipação do parto para preservar a saúde da mãe e do bebê. Cada caso é individualizado, e a decisão terapêutica deve ser feita com base na avaliação clínica detalhada.

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Que mensagem você daria às grávidas, para manter a saúde em dia na gestação.

Para todas as gestantes, a mensagem principal é:

Não negligenciem o acompanhamento pré-natal. Manter um diálogo aberto e constante com o seu obstetra e toda a equipe de saúde envolvida é essencial para identificar e tratar precocemente qualquer alteração. Adotar um estilo de vida saudável, estar atenta aos sinais do próprio corpo e seguir as orientações médicas são passos fundamentais para garantir uma gestação mais segura. Lembre-se de que cuidar da sua saúde é investir no bem-estar do seu bebê.

Contribuição técnica:

CT (Md) Leal Guimarães

Ginecologista e Obstetra

Centro de Medicina Operativa da Marinha

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