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Tabela 1 – Fundo da Marinha Mercante  2014). Durante os anos 1990, com a libera-  petróleo nacional ou estrangeiro; c) a
                   lização econômica e a desregulamentação      importação e exportação dos produtos
 Ano      Quantidade de projetos concluídos                   Repasses de recursos de   proposta pelo governo, o setor sofre outro   e derivados básicos resultantes das ati-
            Embarcações   Estaleiros             financiamento para a indústria naval  baque. O impacto de todo esse cenário foi   vidades previstas nos itens anteriores; d)
                                 (em bilhões)  a desvalorização da indústria do país, com   o transporte marítimo do petróleo bru-
 2007  33  0  1,10  os armadores nacionais não sendo conside-   to de origem nacional ou de derivados
 2008  51  1  1,30  rados competitivos internacionalmente, a    básicos de petróleo produzidos no País,
 2009  36  0  2,30  retração nas encomendas internacionais e    bem como o transporte, por meio de
 2010  40  1  2,60  o crédito para a indústria naval diminuindo   conduto, de petróleo bruto, seus deri-
 2011  60  2  2,60                                              vados e de gás natural .
                                                                                   4
 2012  30  0  4,10  (SINAVAL, s/d). Como resultado dessas con-
 2013  76  4  4,50  dições, há encolhimento na frota brasileira.
 2014  89  2  4,00   A Figura 4, à esquerda, expõe as oscila-  A partir de 1997, e em decorrência da lei
 2015  70  2  4,90  ções supracitadas na indústria naval nacio-  supracitada, a indústria naval foi alavancada
 2016  119  0  2,80  nal. É possível observar a retração do setor,   pelas operadoras de petróleo, em especial a
 2017  82  2  2,30  em especial na década de 1990. A posterior   Petrobras, com o Programa de Renovação
 2018  54  0  2,60
 2019  53  0  2,00  retomada é tratada na subseção seguinte.  da Frota de Apoio Marítimo I (Prorefam I)
 2020  92  1  0,35                                          em 1999 (PIRES; GOMIDE; AMARAL, 2014).
 2021  46  0  0,21  3.4. A importância do setor de             Segundo D’Avila e Bridi (2017), nes-
 Total  931  15  37,67  petróleo e gás                      sa primeira fase foram encomendadas
 Fonte: Elaboração própria, baseado no Sítio eletrônico do Ministério da Integração 3  22 embarcações, e 19 foram entregues.
 Figura 4 – Evolução do número de empregados e do volume de produção   O  setor  voltaria  a  receber  atenção  do   Na segunda fase do programa, foram en-
 na indústria naval brasileira 1960-2009  governo, no entanto, em 1997, com a Lei   comendadas mais 30 embarcações e 21
                   9.478, específica para o setor de óleo e gás.   modernizações de embarcações. Na
                   A partir desse marco legal se inicia uma nova   terceira e última fase do programa, a partir
 3,5  49,0
                   fase para a indústria naval alavancada pelos   de 2008, foram encomendadas mais 146
 3,0  42,0         investimentos e demandas da Petrobrás.   embarcações novas. Segundo Barat, Cam-
                     A Lei 9.478/1997 apresenta-se como     pos Neto e Paula (2014), o volume de em-
 Produção (em milhões de TPBs)  2,0  28,0  Empregados (em mil)  nizacional do setor de petróleo e gás. É por   vidos pela Petrobras, existiam outras inicia-
                   ampla, não tratando somente do transpor-
                                                            barcações encomendado nas três fases do
 35,0
 2,5
                                                            Programa totalizou 223.
                   te marítimo, mas da estrutura legal e orga-
                                                               Paralelamente aos programas desenvol-
                   esse diploma legal que se cria a Agência
                   Nacional do Petróleo (ANP) e se quebra o
                                                            tivas do governo. Uma delas, importante
 21,0
 1,5
                                                            para a indústria Naval, foi o Programa Nave-
                   monopólio estatal do setor, permitindo,
                   em seu art. 5º, que as atividades desta-
                                                            ga Brasil, conduzido a partir dos anos 2000,
 1,0
 14,0
                   cadas abaixo passassem a ser passíveis de
 0,5
 7,0
                   concessão, autorização ou contratação sob
                                                            to para o setor naval, com aumento de valo-
                                                            res e de prazo de financiamento de crédito.
                   o regime de partilha de produção, por em-  que abordava as ações de melhoria de crédi-
 0,0  0,0          presas constituídas sob as leis brasileiras,   Outra iniciativa conduzida pelos Ministé-
 1960  1961  1965  1970  1971  1974  1975  1976  1978  1979  1980  1981  1985  1990  1996  1997  1998  2000  2001  2002  2003  2004  2005  2006  2007  2008  2009  com sede e administração no país.   rios de Minas e Energia, de Desenvolvimen-
 Fase                                                       to Indústria e Comércio, pelo Banco Nacio-
                       a) pesquisa e lavra das jazidas de pe-  nal de Desenvolvimento Econômico e Social
 TPBs contratadas  TPBs entregues  Empregados
                       tróleo e gás natural e outros hidro-  (BNDES), pelo Instituto Brasileiro de Petróleo,
 Fonte: BARAT; CAMPOS NETO; PAULA, 2014, p.64  carbonetos fluidos; b) a refinação de   Gás e Biocombustíveis (IBP) e pela Petrobras
 702   ECONOMIA AZUL                                                                 Indústria Naval Brasileira 703
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