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Figura 5 – Estimativa de Valores de Investimento do Prorefam Com o avanço das atividades do setor em ciência e tecnologia. Isso pode ser ob-
de petróleo e gás, as plataformas também servado pela adoção do conceito de Trípli-
Planos Número de embarcações Valores (R$ milhões)
passaram a ser objeto de preocupação. ce Hélice no desenvolvimento das ações,
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Prorefam 1 (1991) 19 1.425 Era necessário aumentar o número de que prevê uma colaboração harmônica e
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Prorefam 2 (2004) 58 4.350 plataformas para atender à exploração construtiva entre academia, governo e in-
Prorefam 3 (2008) 146 10.950 nos campos do pré-sal. Assim, foram en- dústria, considerado fundamental para o
Total 223 16.725
Embarcações entregues comendadas 22 plataformas, sendo 14 sucesso desse programa.
(até dezembro de 2912 90 6.750 construídas no Brasil e 8 construídas no [...] em um espectro relacionado à in-
Novas necessidades (2016) 90 6.750 exterior, mas adaptadas no Brasil.
dústria, o PROSUB propicia incentivos às
Elaboração e estimativas do autor áreas de eletrônica, engenharia naval,
Nota: Não estão incluídos os valores de vinte modernizações realizadas nesta primeira etapa. 3.5. Participação da base industrial mecânica pesada, computação (desen-
de defesa
Fonte: Campos Neto, 2014, p.113 volvimento de hardware e softwares),
mecânica de precisão, optrônica, me-
foi o Programa de Mobilização da Indústria e revitalização da indústria de navipeças, Uma lacuna importante da indústria na-
Nacional de Petróleo e Gás (Prominp), que preços internacionalmente competitivos”. val foi preenchida a partir de 2008 com a catrônica, eletromecânica, metalúrgica,
tinha como objetivo “maximizar a participa- Segundo Campos Neto (2014), o Promef construção de embarcações militares. Tra- química e nuclear (ANDRADE; ROCHA;
ção da indústria nacional de bens e serviços, teve duas fases, a primeira iniciada em 2005 ta-se do Programa de Desenvolvimento de HILLEBRAN, 2019b, p. 39).
em bases competitivas e sustentáveis, na im- e a segunda, em 2008. Na primeira fase, Submarinos (PROSUB) e o Programa Classe Os 4 submarinos convencionais estão
plantação de projetos de petróleo e gás natu- seriam entregues 23 navios, enquanto na Tamandaré. Ambos movimentam a indús- sendo construídos em Itaguaí-RJ. São eles:
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ral no Brasil e no exterior” (BARAT; CAMPOS segunda 26 embarcações eram esperadas. tria naval, criando empregos, desenvolven- Riachuelo (concluído, em fase de finalização
NETO; PAULA, p. 55). O programa contou Em 2008, a Petrobras iniciou o Programa do tecnologia de ponta, priorizando aquisi- dos testes para entrar para o setor operativo
com a participação de diversas organiza- Empresa Brasileira de Navegação (Programa ções de empresas brasileiras e contribuindo nos próximos meses); Humaitá (concluído,
ções, além das citadas acima. Seu funcio- EBN), que tinha como objetivo estimular o para aquecer outros setores da economia. em fase de testes); Tonelero (fase de inte-
namento se dava por comitês setoriais para surgimento de armadores privados nacio- O PROSUB contribui, desde 2008, para gração das seções finalizada); e Angostura.
que houvesse maior sinergia entre as áreas nais para reduzir a necessidade da contra- a dinamização do setor naval brasileiro Os dois últimos submarinos devem ser con-
envolvidas na indústria de petróleo e gás, tação de empresas estrangeiras, visto que (CAMPOS NETO, 2014; ANDRADE; RO- cluídos ainda em 2022. Já o submarino de
além de ter conduzido ações de qualifica- o mercado estava aquecido e o país não CHA; HILLEBRAND, 2019b). O Programa propulsão nuclear – Álvaro Alberto – está
ção profissional para o setor (idem). queria enfrentar a dificuldade de conseguir tem como objetivo aumentar o poder dissu- previsto para ser concluído em 2029.
O Programa de Modernização e Expan- contratos de afretamento. Essas entregas asório do país e a capacidade de vigilância e Outra iniciativa demandada pela base
são da Frota (Promef), que foi conduzi- deveriam ocorrer até o ano de 2017 (idem). proteção das águas jurisdicionais por meio industrial de defesa que estimula a indús-
do pela Petrobras (Transpetro) a partir de Além das contratações das embarca- da modernização da Força de submarinos, tria naval é o Programa Classe Tamandaré,
2004, também tratava da contratação de ções dentro dos programas expostos, a beneficiando o desenvolvimento tecnoló- conduzido pela Marinha do Brasil desde o
embarcações, entretanto, com uma pecu- Petrobras possuía demandas de platafor- gico, industrial e de defesa. Esse programa ano de 2017. O Programa prevê a constru-
liaridade: as contratações eram aquisições, mas e sondas motivadas pela descoberta contemplou a construção de um estaleiro e ção de quatro Fragatas a serem incorpora-
e não afretamento. Segundo Campos Neto da zona do pré-sal. Assim, foram contra- base naval, além de uma unidade de fabri- das pela Marinha brasileira. Esse Programa
(2014, p. 119), o principal objetivo do pro- tadas 29 sondas por 15 anos. Esse empre- cação de estruturas metálicas; 4 submarinos buscou superar alguns obstáculos, dentre
grama era modernizar e expandir a frota endimento não foi financiado pelo FMM, convencionais (em parceria com a França); eles a inexistência de estaleiros brasileiros
da Transpetro a partir de três premissas: “i) pela falta de uma linha específica para e um submarino de propulsão nuclear (AN- capacitados à construção desse tipo de
construir navios no Brasil; ii) alcançar o mí- essa demanda, mas a empresa contrata- DRADE; ROCHA; HILLEBRAN, 2019b). embarcação e o pequeno número de na-
nimo de nacionalização de 65% (em sua da investiu R$ 13 bilhões, o BNDES, R$ 27 Uma característica importante desse pro- vios envolvidos, tornando pouco atrativo o
primeira fase) e 70% (na segunda); e iii) bilhões, e outras instituições financeiras, grama é a preocupação existente em utilizá- investimento estrangeiro. A solução encon-
atingir, com o desenvolvimento do progra- R$ 14 bilhões, totalizando R$ 54 bilhões -lo como um mecanismo de sinergia para o trada foi a opção pelo consórcio de empre-
ma, por meio do processo de aprendizado (CAMPOS NETO, 2014). desenvolvimento nacional, principalmente sas brasileiras e estrangeiras.
Indústria Naval Brasileira 705
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