Estresse causa úlcera?

Enviado em: 28/05/2019

A importância da correta interpretação dos sintomas, o imediato tratamento das doenças digestivas e a adoção de hábitos de vida mais saudáveis: esses foram os focos da Organização Mundial de Gastroentereologia, em 29 de maio de 2014, ao celebrar, pela primeira vez, o Dia Mundial da Saúde Digestiva.

Já é do conhecimento de muitos, e também comprovada cientificamente, a interferência das emoções, ou melhor, do desequilíbrio delas, sobre o Sistema Gastrointestinal. Hoje, no Saúde Naval, nos ateremos às úlceras gástricas provenientes do estresse, uma das complicações mais comuns decorrentes do excesso de “nervosismo” dos tempos atuais.

Jornadas longas de trabalho, muito trânsito, metas quase inatingíveis, acúmulo de responsabilidades, má administração do cuidado próprio são a receita perfeita para o aumento da ansiedade e do estresse. Em 1954, 65 anos atrás, foi apresentado, por uma equipe da Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, um artigo pioneiro no Brasil intitulado Psicogênese das úlceras pépticas, que já chamava a atenção para a origem das úlceras induzidas por estresse.

O Sistema nervoso entérico (nervos que chegam em todo sistema digestivo) são sensíveis a emoções exacerbadas, delas podem ser geradas tanto sensações de enjoo, falta de apetite, queimação, como aumento da secreção dos ácidos do estômago, que inflamam a parede do órgão gerando feridas, chamadas úlceras. Essas se manifestam com dor epigástrica (entre o esterno e o umbigo), pirose (azia), dentre outros.

Para se chegar ao diagnóstico, a consulta com o médico é fundamental e, a depender do caso, a realização de exames. O principal deles é a endoscopia, que visualiza o sistema digestivo por dentro, desde a cavidade oral até o duodeno, podendo realizar biópsias.

Ao iniciarem os sintomas, é importante tomar alguns cuidados como: não fumar, fazer refeições menores, evitar bebidas como chás, café, refrigerantes e bebidas alcoólicas e procurar controlar, na medida do possível, o nível de estresse a que está exposto.

Kenio Almeida Magalhães
Primeiro Tenente(RM2-Md)
Conselheiro Editorial Saúde Naval




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