Doença de Parkinson: pode e deve haver tratamento

Enviado em: 04/04/2019

De acordo com a Academia Brasileira de Neurologia, o Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, que ocorre de forma crônica e progressiva. O Dia Nacional do Parkinsoniano, em 04 de abril, existe para alertar e conscientizar a sociedade sobre a doença, seu diagnóstico e tratamento.

Causas

A doença é causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na difusão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam. Na falta dela, numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sintomas característicos.

Sintomas

Um dos maiores desafios no processo diagnóstico da doença de Parkinson consiste na identificação dos sintomas. Os quatro principaissão:

  • tremor - agitação involuntária e rítmica de um membro, cabeça ou corpo inteiro;
  • bradicinesia ou acinesia - lentidão de movimentos ou ausência de movimento;
  • instabilidadepostural - deficiência de equilíbrio e coordenação; e
  • rigidez ou inflexibilidade dos membros ou articulações.

Rigidez

A rigidez ocorre pelo aumento da inflexibilidade dos músculos, sempre estará presente e aumentará durante o movimento, sendo a responsável pela “face de máscara” na expressão do paciente – hipomimia (redução das expressões faciais).

Os músculos adutores e abdutores tornam-se mais contraídos tanto nos membros superiores quanto nos inferiores. Essa postura pode não ser notada no início da doença, mas, com seu progresso, fica perceptível.

Devido a essa rigidez, a coordenação motora, com a evolução da doença, fica comprometida, o que faz com que o indivíduo diminua suas atividades diárias, desencadeando uma atrofia muscular. 90% dos pacientes de Parkinson apresentam, em algum momento, rigidez. A razão não é totalmente esclarecida, mas acredita-se que a redução de dopamina no cérebro esteja associada a esse sintoma.

Além disso, a rigidez, frequentemente, acontece associada à lentidão de movimentos. Esse sintoma surge, na maioria das pessoas, em um braço, passa para a perna e, então, atinge o outro lado do corpo. Uma sensação de fraqueza e dor também pode ocorrer.

Tratamento

Mesmo não tendo cura, a doença pode e deve ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso. Além dos medicamentos, a fisioterapia tem papel fundamental na reabilitação dos pacientes, visto que os principais sintomas estão relacionados aos distúrbios do movimento.

A fisioterapia atua nos distúrbios motores, realizando exercícios de alongamento, mobilização, movimentação e exercícios de força muscular para a manutenção da mobilidade e a diminuição da rigidez, “melhora” das alterações posturais e queixa álgica (relativa à dor). Os treinos de equilíbrio e marchatambém são essenciais pelo alto risco de queda desses pacientes.

O olhar multiprofissional ao paciente é fundamental na garantia da qualidade de vida. Além de médico e fisioterapeuta, são envolvidos, ainda, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

Prevenção

Infelizmente, não existe prevenção para o aparecimento da Doença de Parkinson em indivíduos predispostos a esta doença. Contudo, sabe-se que pessoas com melhores condições físicas, principalmente condicionamento físico, são menos propensas a apresentar a doença e também mostram uma melhor evolução.



Karina Branco
Primeiro-Tenente (RM2-S)
Conselho Editorial do Saúde Naval




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