Hanseníase: uma doença de 600 a.C em pleno século XXI

Enviado em: 23/01/2020

E o calendário vai ficando cada vez mais colorido. Depois do Outubro Rosa e do Novembro Azul, chega o Janeiro Roxo, mês de cuidado e combate à hanseníase. Uma das doenças mais antigas de todo o mundo (há relatos em 600 anos antes de Cristo), ela ainda acontece, e muito, no nosso país.

O Brasil é o 2º no ranking das nações com novos casos da doença. Dados do Ministério da Saúde (disponíveis no boletim epidemiológico da hanseníase) revelam que, em 2016, 143 países registraram 214.783 pessoas afetadas, o que representa 2,9 casos a cada 100 mil habitantes. No Brasil, no mesmo ano, foram registrados 25.218 novos doentes, o que representa 12,2 casos a cada 100 mil habitantes.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmissível. O bacilo que a transmite (Micobacterium leprae) pode infectar um grande número de pessoas e conferir um alto poder incapacitante, o que gera o estigma e a discriminação em relação à doença.

Não há distinção de sexo e nem de idade para ser infectado pela doença, mas é necessário um longo período de exposição à bactéria, que se propaga por gotículas de saliva no ar (tosse ou espirro).

A palavra hanseníase passou a ser usada pelo Ministério da Saúde desde 1976 como uma forma de diminuir o preconceito atribuído à doença e aos seus portadores. Com isso, o nome Lepra bem como suas derivações não podem mais ser usados em nosso país.

Infelizmente, ainda há muita confusão dos pacientes ao se depararem com manchas na pele. Muitos acreditam ser micoses e não procuram o tratamento adequado, o que prejudica o combate à doença.

Portanto, se você apresenta manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, principalmente aquelas que têm alteração da sensibilidade, em qualquer parte do corpo, fique atento e procure atendimento. Cuide da sua saúde, cuide de você.

Comitê Gestor Saúde Naval





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