Colesterol alto em crianças e adolescentes

Enviado em: 06/08/2021

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O colesterol é primordial para o funcionamento do nosso corpo. No entanto, seus níveis devem estar sempre controlados. A sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revela que 20% das crianças e adolescentes apresentam níveis elevados de colesterol. Na infância, as principais causas desta situação são a alimentação rica em gorduras, o excesso de peso e o sedentarismo.

O colesterol no sangue circula ligado a lipoproteínas chamadas de HDL (colesterol bom) e LDL (colesterol ruim). O excesso de LDL está associado às doenças cardíacas. Por outro lado, o excesso de colesterol bom (HDL), até protege as pessoas das doenças cardíacas. Por isso, quando se mede o colesterol total no sangue, é preciso identificar as quantidades do bom e do ruim.

Estar acima do peso não significa ter colesterol alto. Pessoas magras também podem ter esta condição, já que isso depende muito da taxa de remoção do colesterol pelo fígado, que é genética. Se você tem um parente de primeiro grau (pai, mãe ou irmãos, por exemplo) com colesterol alto, sua chance de ter colesterol alto é maior.

O excesso de LDL (colesterol ruim) causa doenças vasculares porque se deposita na parede interna das artérias e, aos poucos, vai formando uma placa chamada ateroma, que pode obstruir as artérias, com consequente aumento do risco de infarto agudo do miocárdio e AVC. O estilo de vida é fundamental na redução desse risco.

Algumas dicas para manter sob controle os níveis de colesterol:

  • Faça atividade física regularmente,
  • Evite comer gorduras saturadas e gorduras trans (presentes em alimentos industrializados).
  • Reduza o consumo dos alimentos que mais aumentam o colesterol: bacon, pele da carne das aves, manteiga, creme de leite, nata, frituras, embutidos (como salsichas) e carnes.
  • Mantenha exames em dia. Adultos e crianças acima de 10 anos devem dosar o colesterol e suas frações pelo menos uma vez. Se necessário, procure um endocrinologista para planejar o tratamento adequado.
  • Controle a alimentação das crianças. Elas devem evitar: biscoitos recheados, bolo, chocolate, sorvete, hambúrguer, batata frita, refrigerante, frituras e alimentos ultraprocessados em geral.
  • Ofereça verduras, legumes, frutas, peixe, frango, leite e queijo branco às crianças.
  • Incentive as atividades físicas para crianças: brincadeiras ao ar livre, corridas e prática de esportes. 
  • Crianças devem evitar o uso de telas (TV, videogame, celular) acima do tempo recomendado pela Sociedade de Pediatria.

O tratamento é preventivo e permanente.  A infância e a adolescência são fases importantes na prevenção de doenças do coração e os hábitos de vida formados nesta fase são fundamentais para a qualidade de vida do adulto.

Referências: Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

1T (Md) Cléo
1T (Md) Vanessa Mendes
Endocrinologistas pediátricas do HNMD




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