Dia Nacional de Combate ao Colesterol

Enviado em: 07/08/2019

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Não é novidade que o excesso de peso aumenta as chances do surgimento de várias doenças, como as dislipidemias (alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos) e problemas no coração. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, as pessoas tidas como “magrinhas” também podem desenvolver essas e muitas outras patologias, já que o peso é apenas um de diversos fatores que podem predispor um corpo a adoecer.

Embora muitos achem que o colesterol é um vilão, ele é essencial para o funcionamento do corpo humano, compondo a estrutura de diversos órgãos e ainda participa da formação da vitamina D, hormônios e ácidos biliares. O colesterol do nosso organismo tem fonte exógena (vem da alimentação) e endógena (o próprio corpo produz e responde por aproximadamente 70%), ou seja, nem todo o nosso colesterol vem da alimentação.

Alguns pacientes, mesmo alimentando-se mal, com refeições ricas em fritura, embutidos e industrializados com gordura trans, conseguem manter seus pesos dentro da normalidade. Isso acontece porque, mesmo comendo alimentos não saudáveis, comem menos calorias do que o corpo gasta no dia. Um peso saudável, nesse caso, pode esconder uma hipercolesterolemia (elevação da taxa de colesterol no sangue) em virtude da péssima alimentação.

Há ainda indivíduos, inclusive crianças, com predisposição genética para ter níveis elevados de colesterol por possuírem dificuldade para removê-lo pelo fígado. Para essas pessoas, boa alimentação e atividade física regular muitas vezes não são suficientes para regularizar os níveis sanguíneos de colesterol. Além de fatores genéticos, outras situações podem também afetar esses níveis, como: insuficiência hepática (problemas no fígado), hipotireoidismo (baixa produção dos hormônios da tireoide) e consumo elevado de bebida alcoólica.

Uma dieta baseada em gordura trans (presente em margarinas, biscoitos, sorvetes e salgadinhos industrializados) e com excesso de gordura saturada (encontrada no bacon e gorduras das carnes) é fator de risco para elevação dos níveis de colesterol. Se, além disso, ela for pobre em ômega 3 (abacate, peixes, castanhas, linhaça, chia), em fitoesteróis (óleos vegetais e grãos) e em fibras (vegetais crus, farelo de aveia, psyllium), existe uma possibilidade ainda maior de que esses exames apresentem alteração.

Assim, estar dentro de uma faixa de peso saudável não significa, necessariamente, estar saudável. Independentemente de queixas de saúde ou peso, é importante realizar exames periodicamente e manter hábitos saudáveis de alimentação e exercício. Para quem tem predisposição genética ao colesterol elevado, isso pode não ser o suficiente para mantê-lo em níveis normais, mas já será um grande passo para uma vida mais saudável!

JAMILE COUTINHO COELHO DE NOVAES
Capitão-Tenente (S)
Nutricionista





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