Navio brasileiro participa de Operação Internacional na Região Africana

Entre os dias 21 e 29 de março, o Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas” participou do Exercício Multinacional “Obangame Express 2018” realizado na costa da África, e conduzido pela U.S. Naval Forces Africa do Comando Africano dos Estados Unidos (U.S AFRICOM). Esta foi a quinta participação da Marinha do Brasil no exercício que ocorre anualmente desde 2010.

A operação contou com a mobilização de efetivos das Marinhas africanas, americanas e europeias, totalizando 31 países, permitindo a interoperabilidade das nações participantes a fim de contribuir para o incremento da segurança marítima no Golfo da Guiné. O Amazonas atuou nas águas de jurisdição de Angola, República Democrática do Congo e República do Congo, realizando exercícios de segurança na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e de combate à pirataria, ao roubo armado, à pesca ilegal, ao tráfico ilícito de drogas e de pessoas. Além de treinamentos diários de abordagem a embarcações suspeitas, sendo avaliada a ação de comando e controle e a capacitação marítima dos países africanos junto aos parceiros regionais do Golfo da Guiné.

De acordo com o Comandante do Navio, Capitão de Fragata Márcio Braga de Souza, o Obangame Express proporcionou compartilhar com outras Marinhas a doutrina e os procedimentos adotados no Brasil, além da troca de experiências em relação à atuação em águas internacionais. “Mostramos nossa bandeira em águas jurisdicionais de países africanos de importância estratégica para o Brasil. Pudemos constatar como eles estão lidando no combate aos crimes de pirataria e tráfico no mar. Além de estreitar nossos laços de amizade e cooperação”, afirmou.

Ainda durante a operação foram realizadas visitas aos portos de Walvis Bay (NAM), São Tomé e Príncipe (STP) e Luanda (AGO), com o propósito de promover a ação de presença e o estreitamento de laços de amizade. Na fase operativa, participaram do exercício a bordo do Amazonas como observadores, militares da Marinha dos Estados Unidos, de São Thomé e Príncipe, de Cabo Verde e da Namíbia. “Entendo que esse tipo de operação poderá ser mantida e incrementada por outros tipos de ações como exercícios de Controle de Área Marítima (CAM) e Operações de Interdição Marítima (MIO)”, conclui o comandante do Amazonas. Nas saídas dos portos de Walvis Bay e São Thomé e Príncipe, aconteceram adestramentos do Navio da Marinha do Brasil com o NSS Elephant, da Marinha da Namíbia e com o Navio Zaire, da Marinha de Portugal.